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      <96-11-08-MK> <telmo-1> da psicologia à naturologia mein kampf 96 -

O CONTINUUM ENERGÉTICO:

À PROCURA SEM ENCONTRAR

 

8/11/1996 - Qual será a próxima fase da ciência dita psicológica para sobreviver à sua própria agonia?

Esta é a pergunta que pode surgir , após a intervenção, honesta, clara e testemunhal, do Dr. Telmo Baptista ao seminário «Vivência do Sagrado», na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Cidade Universitária de Lisboa.

Onde a honestidade do Dr. Telmo atinge a máxima pureza - eu diria mesmo, a máxima inocência - foi quando definiu o nascimento de uma ciência ,- e portanto da psicologia - como uma necessidade profissional.

Lembro-me que o Dr. Robert S. Mendelsohn, MD, num prefácio ao livro de Michio Kushi «Natural Agriculture and the Cause of Disease» conta, exactamente, a odisseia da Pediatria, uma ciência (especialidade médica) que para nascer foi deixando centenas de mortos e feridos, mártires-crianças pelo caminho. O Dr. Mendelsohn MD é pediatra e claramente se pretende limpar desse carma pesadíssimo que a ciência ordinária tem acumulado nos poucos séculos em que tem parasitado a Terra. Mendelsohn, MD, faz nesse prefácio-manifesto a sua auto-penitência, aliviando os remorsos de consciência mas arriscando-se de caminho a ser expulso da dita (e dura) ordem dos MD lá do sítio.

Temos, pois, que a psicologia , para nascer (parto difícil , lhe chamou o Dr. Telmo, mais uma vez com uma grande sinceridade) foi a ferros e teve que deixar, pelo caminho, vários estropiados.

A história da ciência em geral e da ciência psicológica em particular é, de facto, uma sucessiva edição, mal corrigida e aumentada, das dantescas descidas aos infernos, de que falam os inconscientes colectivos de todos os povos.

A propósito: nunca percebi porque dividem as ciências em «puras» e «humanas». Das humanas, sempre tenho proposto que lhes chamem , mais adequadamente, desumanas e quanto às puras, acho que pressupõe haver outras que são impuras.

Curiosamente o Dr. Telmo teve um lapsus vocis (verbis) interessantíssimo, quando fala de «ciências duras», o que pressupõe que haja outras menos duras.

Curiosamente, ninguém , em plena área do continuum energético (main-stream) que são estas charlas à sombra da Psicologia , fala da Ciência das Energias e /ou Ciências do Espírito e /ou Ciências do Sagrado e /ou Ciências Sagradas e /ou Noologia. Talvez por isso é que uns lhes chamaram ocultas.

Como ninguém quer assumir esse risco - do continnum energético - , não lhe vá acontecer o mesmo que ao William James , metido no gueto e posto fora da respeitável comunidade dos cientistas  , eis que continuam à procura do Continuum sem o querer encontrar,  o que se traduz então no 13º trabalho de Hércules chamado investigação quântica.

Na chamada aventura quântica - que me parece antes um safari - já conhecíamos o Fritjof Capra, que ajudou os arrogantes ocidentais a ajoelhar diante do Tao (ismo) e a fumar o cachimbo da Paz com a dialéctica Yin-yang, uma das mais luminosas vias que conseguimos herdar da Primeira Idade de Ouro.

Já conhecíamos o Dr. Deepak Chopra que descobriu a cura quântica , embora o ayurveda até já se venda bem e tenha licença de importação nos EUA.

E conhecemos agora, mais um investigador experimental  da mónada quântica, 100 anos depois de Leibniz, que é o senhor Amit Goswami.

Vítor Rodrigues referiu-se aos malucos místicos e aos malucos da ciência. Não deve ter lido muito os malucos da Quântica (eu li), porque então é que verificava ser caso para pedir socorro.

Eu como não quero endoidecer, antes pelo contrário, quero criar anticorpos para escapar à neurose científica em geral e à neurose quântica em particular, preferi ler , traduzir e decorar o meu autor de cabeceira há 4 anos, as 1551 páginas de Étienne Guillé, que são - além de serem a obra mais importante depois do Big Bang - o maior e melhor tratado quântico de energias que me foi dado conhecer nesta minha feliz incarnação.

Étienne, de facto, andou à procura , só que  encontrou. E fala para gente normal, mediana, medíocre como eu. Não fala para sábios. Ele não tem culpa e eu também não. Mas isso permite-nos olhar com toda a compaixão (como recomenda Lydia Rebouças e a minha dilecta amiga Emília Rosa) estes que andam à procura e nunca mais vão encontrar.

Lydia, querida Lydia, vamos lá a ver o que é isso de Holística. Pois fica sabendo que fui o primeiro português a escrever, em letra de imprensa, essa palavra mágica. Eu li o teu mestre Roberto Crema e um jornalista mediano - como eu - podia ter escrito essa «Introdução à Visão Holística». É um elogio, portanto. Está na cara, como dizem os nossos fratelos brasileiros. Só os da ciência ordinária não atinam no óbvio ululante. Mas a Holística - óbvio ululante, tal como as ecologias - é apenas uma proposta de paz no meio da guerra, sem resolver as causas e motivos que levam à guerra. Em suma, é uma rendição ao Inimigo.

Utilizando um estratagema alquímico, eu diria que temos de exacerbar os sintomas (é a minha técnica, pelo menos) e não acalmá-los, como faz a medicina e como faz agora a Holística do sr. Roberto Crema, da Lydia e da Universidade da Paz. Se leres, Lydia querida, «As Espingardas da Mãe Carrar», do Brecht, perceberás que só há guerra, e que só há dar e levar. Se não dás, levas.

Aplicando este anexim à Universidade de Ciências Sagradas, vamos a ver quem consegue primeiro instalá-la neste país: se tu, querida Lydia, ou se eu, ou se os dois: seria então a paz...

Paz, como vocês querem, é rendição ao inimigo. E embora o inimigo já seja cadáver a esta hora cósmica , desde 26 de Agosto de 1983, mas o cadáver ainda cheira que tresanda e anda por aqui disfarçado de várias coisas que não digo porque não quero ofender ninguém. Mas os apelos à tolerância podem ser uma forma de o Diabo, morto e bem morto, ver se volta ao Poder.

Uma coisa que me encheu de curiosidade foi o facto ocorrente em várias oradores de 5ª feira, se não de todos: quando desenham os corpos energéticos (a que uns chamam níveis) uma vezes aparecem 3 (Vítor Rodrigues), outras vezes 4, outras 5. Intriga-me isto: porque os corpos que eu detecto - em mim, nos meus 4 gatinhos ou no universo em geral - os corpos que eu detecto, avalio, analiso e meço velocidades (creio que o Prof. Carlos Silva chamava velocidades diferentes entre pensamento e sentimento às frequências vibratórias dos vários níveis vibratórios de consciência) são 7, incluindo o físico ou N8, base da pirâmide alquímica e , portanto, da tragédia da incarnação.

Posso dar-lhe esses nomes giros que a gíria dita esotérica , (nomeadamente hinduísta, que invadiu todos os interstícios do Ocidente ) lhes dá , até Rudolfo Steiner. Posso, mas prefiro números, o meu negócio é números, pois com os números acabam-se as querelas de palavras , muito queridas dos académicos e universitários, herdeiros da Torre de Babel: N8, N16, N24, N32, N40, N48 e N56. Chegado aqui, ao N56, chamado espírito de buda - nome lindo! - posso recomeçar a jornada , pois , não esqueçam, o «eterno retorno» é o retorno a Deus e não como disseram especialistas em religiões comparadas ( como o incontornável Mircea Eliade) o eterno retorno a esta estúpida incarnação.

É um dos erros de investigação que tem levado mais espíritos ao cemitério. E continua a manter-se esse erro.

A subida na vertical é mesmo no sentido da vertical e processa-se em espiral, o que significa em consecutivas pirâmides vibratórias que se retomam pelo vértice , a chamada escada de Jacob.

Sim, escada de Jacob, porque os 7 corpos são (os primeiros) 7 degraus a percorrer.■