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- domingo, 16 de Novembro de 2003 <da-md-eg-bb><notícia de eg-1> sexta-feira, 6 de Setembro de 2002
<da - 0>25 páginas - files wri de 1 a 24 – excluindo 19 e 24 que são iguais este seriado <da> poderia constituir um capítulo do livro a chamar-se «a química contra a alquimia» ou «a biologia contra a vida» - diário de um aprendiz - relendo guillé
files autonomizáveis:
ALQUIMIA DA VIDA
DIÁRIO DE UMA EXPERIÊNCIA MUITO PESSOAL
Autores citados nesta série de files <da>:
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<da-1><diario92> diário de um aprendiz
O TRUQUE DO CVD
Cabo, 26/10/1992 - Cada nova tecnologia alternativa que surge para nos libertar do sistema, vem necessariamente acompanhada da sua contrafacção. É a normal perversidade inerente a um sistema perverso. Para distinguir a fraude do produto genuíno, convém estar prevenido, imunizado. E nada melhor do que uma mineralização harmónica para discernir o produto genuíno da fraude. O truque do CVD, ensinado por Michio Kushi, também tem esse objectivo. Além de outros objectivos, afinar o discernimento. Tornar menos baço e mais transparente o «prisma receptor», como diria o nosso amigo Jean-Noel Kerviel.
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<da-2><diario92>
METAIS E MINERAIS: A RESPOSTA DA MEDICINA QUÍMICA
Quando se fala em informação vibratória, não se trata apenas de dar nomes diferentes à mesma coisa. Um perfume, por exemplo, é uma informação vibratória e, enquanto total, poderá ser encarado de forma muito diferente. Um som é uma informação vibratória e, como tal, distingue-se, por exemplo, do Ruído que é um excesso, uma overdose tóxica de informação: e como toda a overdose de informação, actua diversa e perversamente. Também uma cor é uma informação vibratória, mas o mundo mediático, nomeadamente a televisão, mais uma vez transformou em overdose o que só tinha um sentido de harmonia quando em dose biológica exacta.
Pergunto-me se com os minerais não acontece o mesmo: tóxicos em excesso, mas indispensáveis à vida na quantidade mínima exacta e na exacta proporção entre si. Quando se colocou a hipótese de tentar com iões metálicos não radioactivos uma defesa profiláctica contra radiações ionizantes, era a mesma a lógica proposta.
No caso do cancro, sabe-se que a célula cancerosa é ávida de metais, entre os quais o ferro. Disse-o Étienne Guillé, entre outros investigadores. Mas a medicina, como resposta a um estado de anemia provocado por um tumor, tem apenas a medicação do ferro, que é tóxico e apenas vai encorajar o desenvolvimento do cancro. Como é possível que não haja ainda hoje uma solução segura para ultrapassar este ciclo vicioso, um dos muitos ciclos viciosos em que a medicação química coloca o doente.
Todo o problema do universo humano se poderá «resumir» ao problema da informação: melhor, que a informação infinita, disponível no espaço infinito do cosmos e do universo, circule. Esta é a big questão. E a doença surge logo que haja um bloqueio de informação, seja a que nível for. Mas se esse bloqueio existe, é aí que se localiza o sintoma mais sensível ao doente. Se um doente começa por não ouvir uma informação correcta que lhe é fornecida, mau sinal. Começou a fechar-se sobre si próprio. Começou o processo de autoaprisionamento. E não serve de nada, então, fazer sermões a quem não os ouve. Sendo a prática terapêutica natural uma técnica que necessita do próprio doente para poder agir, estamos perante uma situação aparentemente insolúvel.
Dará o método vibratório uma resposta a isto, abrindo um primeiro canal por onde a informação chegue? No meu entender de eterno aprendiz, sugiro mais uma vez a panaceia da mineralização harmoniosa, já que são os mestres, incluindo Guillé, a dizer que os minerais (bioelementos) são os transportadores das mensagens vibratórias. Por isso, os minerais terão, quando harmoniosamente ministrados, uma função de abrir os receptores e telereceptores do doente a níveis vibratórios cada vez mais poderosos. Mas segundo se deduz do ensinamento de Guillé, há uma hierarquia, e enquanto os de nível vibratório menos elevado não estiverem abertos, os de nível vibratório mais elevado permanecem inactivos.
No entanto, a prática dos operadores vai aparentemente no sentido contrário: tentando abrir primeiro os canais de instância mais elevada, até que os canais de menor instância sejam atingidos. De que lado estará a razão? Ou estará dos dois lados?
Não sei se não deverá entrar aqui uma frase de Jean Noel sobre os chamados «complexos ADN interactivos-metais», expressão forjada, ao que parece, por Étienne Guillé, que também descobriu, para lá dos genes de estrutura, estes outros genes, também chamados «metalo-ADN» e que - segundo Noel - «foram introduzidos para dar conta da fixação de metais em certos lugares privilegiados do ADN.»
Se retomarmos outra vez a indução do cancro e o papel dos metais no seu desenvolvimento, há uma primeira verificação a fazer: a palavra metais, significando duas realidades diversas e mesmo opostas, pode ser particularmente perversa na sua duplicidade. Eu pergunto-me se as coisas não ficarão mais claras - e se não poderemos ajudar muito melhor um doente terminal - distinguindo metais ( que se associam inevitavelmente a metais pesados tóxicos - os tais que a célula cancerosa avidamente pede) dos Minerais bioelementares (os tais que a célula sã avidamente precisa para se defender da célula cancerosa).
Aqui reside o meu SOS: Pedia, como quem suplica, aos operadores do pêndulo, que fizessem convergir a informação que cada um tem sobre este assunto que se tornou, em milhares de doentes, um caso de vida ou de morte. É que mais uma vez, a linha de separação entre a vida e a morte passa por uma palavra, pela clareza de um conceito, enfim, mais uma vez o problema da doença é um problema de informação, que não circula ou circula mal. O que é, diga-se de passagem, uma fase bastante paleolítica da nossa maneira de ver e entender as coisas.
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METAIS/MINERAIS: QUEM AJUDA A DESCOBRIR O MISTÉRIO DO CANCRO?
Lisboa, 28/10/1992 - Uma mineralização intensiva, profunda mas harmoniosa é o único antídoto contra as metalizações caóticas, por excesso ou por defeito, desde a descalcificação clássica à avidez de Ferro, por exemplo, da célula tumoral.
Esta a brilhante conclusão a tirar, depois de estudar muitas e desvairadas ciências, ler centenas de páginas, consultar uma dúzia de autores, sobre o complexo processo dos metais/minerais no organismo humano. Depois de saberem tanto, eles - os cientistas - também chegam à conclusão de que sabem pouco. E ainda há pouco tempo o eminente biólogo português Fraústo da Silva conquistou o prémio «Boa esperança/1991» pelo seu trabalho, escrito em inglês, sobre os metais: «The Biological Chemistry of Elements - The inorganic Chemistry of Life».
Mas lá haver um que faça uma vez por todas a síntese deles todos e, fazendo o ponto da situação, ajude a resolver problemas tão trágicos como o do cancro, isso está quieto. Observam, analisam, investigam, estudam, descobrem, mas ser útil à espécie humana, já, está quieto. Nunca é o momento: lá para daqui a 5, 10, 20 anos, quando a ciência estiver mais desenvolvidinha, eles talvez nos ajudem a livrar do cancro industrial, o tal que está no ambiente e que eles estudam há dezenas de anos, enquanto o ambiente se torna cada vez mais cancerígeno.
E é assim que chegamos a este absurdo. Eu, leigo em tudo, é que tenho de os ler, estudar, catrastudar, para obter alguma escorrida solução e ajuda nesta complicação de sais, metais, minerais, etc e tais. Eu que não percebo nada de iões, nem de pesos atómicos, nem de translocações, nem de heterocromatinas constitutivas, nem de moléculas, nem de ADN, nem de sequências repetitivas, nem de bomba sódio-potássio, nem até de yin-yang, nem de (...) é que tenho de ficar em stress e de língua de fóra para juntar os bocados do puzzle que eles todos levaram as suas eminentes vidas a separar. Eu que não percebo patavina de citosinas, argininas, iões metálicos, (...) é que tenho de ficar noites sem dormir a decifrar o que eles disseram de Sais, Metais, Oligoelementos, Fosfatos, Nitratos, Mutação, Transmutação. Eu, que me chateio de tudo, é que tenho de ir ler o chato do Kervran, e tentar puxar uma das pontas principais da meada que é a das transmutações a baixa energia.
Não era tempo de os terapeutas, os doutores em macrobiótica, os operadores do pêndulo, juntarem-se aos sábados para tentar fazer o ponto da situação sobre metais e minerais na Cura do Cancro? O sentido das prioridades é um sinal de acerto entre o canal humano e o canal cósmico. Sendo assim, estamos todos muito desorientados, face à inversão de prioridades que vemos por aí.
O CVD
As pessoas, especialmente as pessoas cultas, riem-se do Chá dos Vegetais Doces (C-V-D), a fórmula-milagre descoberta e proposta por Michio Kushi em casos de desmineralização ou, pior, de mineralização caótica. Pois é. A fórmula é artesanal, barata, universal, não mete aparelhos complicados e não é subsidiada pela Insegurança Social. Acima de tudo, não é um bom negócio para laboratórios de síntese...
No entanto e que eu saiba, as pessoas não se riem das várias respostas que as várias e desvairadas ciências (não) têm dado à questão básica do mistério tumoral: porque é que a célula cancerosa é ávida de metais? E como ultrapassar, numa fase terminal, essa contradição mortal, esse círculo vicioso? Não é, com certeza, pelas sessões de cobalto e pelas sequelas do Cobalto. Sequelas que podem ser, por exemplo, dificuldades de eliminação a nível do sistema linfático e circulatório. Em casos mais simples, como o de hipo e hiperglicémia no sangue, a resposta não será uma «harmonização mineral» que nenhuma das muitas e desvairadas ciências médicas ainda conseguiu descobrir, remetendo o problema para a «prótese» da insulina tomada em forma sintética? Mas o segredo desta abelhinha pode chamar-se, apenas, carência de crómio. Só que, quando se trata de minerais, a carência de um é arrastada pelo excesso de outros e entra-se, de facto, no caos, até hoje irresolúvel. O caos da medicina e das medicinas actuais está 90% aqui. Talvez a terapêutica sectorial do germânio, estudada pelo Serge Jurasunas, não sendo a resposta total, possa ser pelo menos um resposta melhor do que as que a Medicina (não) dá.
Se vou, como leigo às escuras, para o CVD, não é porque o CVD seja uma coisa por aí além mas porque, depois de tudo, olhando à volta de tanta ciência, de tanto livro, de tanto cientista, de tanta tinta e salivas gastas, só o CVD nos dá a resposta (mais) sensata: e só o CVD é susceptível de ser o ponto de partida para um cocktail «mineralizador» ainda mais completo, que dê a panaceia universal anti-cancro. Mas, nesse caso, seria anti-todas as doenças.
Quando conhecemos a resposta do maior sábio do nosso tempo a esta big questão, ainda ficamos mais descorçoados. Quando à pergunta «É possível livrarmo-nos dos metais nefastos?», Étienne Guillé responde, como ele diz, com certa «brutalidade», estremeço de medo. Se, como ele diz, só há uma maneira de responder à magna questão das questões - pelo stress - a resposta é de facto brutal e assustadora... Para suavizar, ele chama-lhe «stress positivo». E como terapêutica específica, aponta uma fórmula sectorial com base em Cobre radioactivo, que muito faz lembrar a do cobalto radioactivo. No entanto, não poupa as necessárias críticas à quimioterapia do cancro, tal como ela se está fazendo hoje em dia. No mínimo, é uma resposta nada holística, em um homem que se pode considerar o autor da abordagem holística mais vasta a que assistimos no mundo actual. Se para ele só o stress consegue abrir as moléculas de ADN para permitir aos metais errados sairem dos sítios errados, é preciso acreditar, com fé em Deus e nas pessoas, que há, que tem de haver outra forma de abrir as células para de lá sairem os metais mortíferos. Se para sair de um stress que é o da doença, só há saída em outro stress... acabamos por descrer de que haja uma saída. Para tirar o Sal do Organismo, quem senão a Macrobiótica propõe sequer um único meio, um único processo, um único alimento? Mais: quem, de terapeutas e doutores, sequer se preocupa com o flagelo do Sal, para lá das peripécias rocambolescas do Dr. Rego de Aguiar, que só vê os melefícios do Sal nas cardiovasculares? A Macrobiótica pelo menos avança com o que sabe e a experiência comprova: o Cogumelo Chitaqui. Aos que dizem que é pouco, respondo que é melhor que nada. E nada é a resposta que as ciências todas dão ao terrível e grande problema do Sal no organismo. Que é o mesmo problema dos metais no organismo. E o CVD, pelo menos, é uma resposta holística, por mais humilde que seja.
CRÍTICA DE GUILLÉ AOS MÉTODOS ORIENTAIS
A propósito de holística, diga-se que Étienne Guillé é bastante crítico em relação aos métodos orientais, porque - segundo ele - trabalham com o corpo para atingir o espírito, quando ele entende que deve primeiro trabalhar-se com o espírito para atingir o Corpo. É uma opinião. Isso não o impede, no entanto, de encontrar nos 64 hexagramas proto-chineses do I Ching uma réplica extraordinária do que ele próprio descobriu, como geneticista, no ADN e de acreditar na Acupunctura, visto haver muitos operadores desta nova escola que fazem acupunctura. Mas Étienne Guillé não vai muito mais longe na apreensão e uso do método yin-yang. E se cita Kervran, um autor que também influenciou Oshawa e Michio Kushi, é apenas por citar. O princípio das transmutações a baixa energia não tem depois seguimento no trabalho proposto por Guillé em matéria de metais. Como aliás também não teve nos trabalhos de Oshawa e Michio. Étienne prefere inflectir para o campo fascinante mas especulativo dos metais alquímicos, matéria que nos poderá dar informações importantíssimas para um próximo futuro mas que não é tão urgente como este de atacar, de frente, o Dragão do nosso tempo e Mundo que é o cancro.
Mas Étienne Guillé já conseguiu tanto, na sua obra fabulosa de sábio, de iniciado, de génio, de homem predestinado e Mensageiro da Boa Nova, que não é obrigado a mais. Obrigados somos nós, seus leitores e aprendizes, nomeadamente os operadores do Pêndulo, a desenvolver as pistas que ele deixa em suspenso. Se um acupunctor ignora a macrobiótica e vice-versa, está a bloquear uma ponte de passagem da informação. Sendo o tronco o mesmo, a cosmologia yin-yang, é estranho (para não dizer palavra mais dura) que os ramos ignorem o mesmo tronco e as mesmas raízes. Praticantes das artes marciais, doutores em Macrobiótica, Acupunctores, agem como se não tivéssemos nada a ver uns com os outros. Se a démarche hoje é holística - e não há salvação possível fora dela - há de facto muito pouco de holístico neste virar de costas entre oficiais do mesmo ofício, ou seja, entre utilizadores do mesmo grande princípio do yin yang que é uma cosmologia e que, portanto, não se deixa atingir pela crítica que faz Étienne Guillé aos métodos orientais de partirem do corpo para atingir o Espírito. (Ver pg. 39 da conferência Sorbonne-Richelieu). A verdade é que o próprio Étienne Guillé, quando fala dos metais, é ao nível do corpo que também fala. E do corpo ao nível mais material - o ADN.
Se os metais, no entanto, servem de transmissores das mensagens vibratórias vindas do Cosmos para o Microcosmos, temos que dar atenção aos metais, por mais carregados de Maga condensado que eles estejam. E estão. E não será a sociedade industrial o MAGA mais condensado do Maga condensado? E a ciência, como autora desta sociedade? E não terá Étienne Guillé que mexer nele, no terror químico, no terror científico, para abrir o microcosmo ao macrocosmo? Tudo o que pudesse evitar esse contacto com o MAGA condensado da Biologia Molecular, por exemplo, já seria terapêutico, valha-nos Deus, que é Espírito. No entanto, dos antibióticos - uma ponta desse horror - Étienne diz na sua conferência de 23/6/1990, na Sorbonne-Richelieu: « Alors, bien sur, les antibiotiques, je n'ai rien contre, ils ont fait des progrès».
Perplexidades destas só se perdoam, de facto, a um homem que é de facto um dos que mais estão ajudando a sair a humanidade desta época de horror, deste tempo de antibióticos, vacinas, corticóides e sida, deste fim de Kali Yuga.
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<da-4>< adn><manual>
ESPAÇO E TEMPO SÃO ESFÉRICOS
O infinitamente grande ( astros, estrelas, planetas) e o infinitamente pequeno (ADN do núcleo da célula) encontram-se. os extremos tocam-se. Admitindo que espaço e tempo são curvos (quem o disse ?), é mais fácil (racional) conceber que os infinitos se tocam. Mas não só: são a mesma coisa. «Tocar» o ADN (com o microscópio electrónico) equivale e «tocar» os milhares de estrelas que nele imprimiram as informações desde o princípio dos tempos - ainda nem havia terra...
Com a releitura de Guillé confirma-se que o seu método é o do «puzzle»: várias partes do Todo vão surgindo, aparentemente soltas, mas um dia elas encontrarão o seu lugar no conjunto, nesse todo. O simbolismo do Gato encontra-se entre os egípcios, talvez porque o Gato apresentasse uma estrutura vibratória que permite identificá-lo com a estrutura vibratória de Ísis. É um desafio interessante, colocar o nome «gato» sob o indicador esquerdo e testá-lo depois com o pêndulo suspenso na direita. Confirmar depois se a estrutura vibratória é a mesma de Osíris. E assim sucessivamente entre tudo o que os livros nos dizem de símbolos. Esse trabalho com animais simbólicos é realizado por Jean Noel Kerviel, sobre as Doze Chaves de Basílio Valentin, representações simbólicas que permanecem mudas até ao momento em que ele traduz em termos de «fórmula vibratória» as cenas em que esses animais são inseridos.
Níveis de consciência «mais elevados» tem pouco a ver com maior número de conhecimentos, grau cultural ou académico. Jean Noel avisa: é apenas a capacidade de ver mais à distância, o sítio onde cada um está. Como se, subindo num avião, tivesse a visão de conjunto de casas e ruas de uma cidade. Nível de consciência tem a ver, antes, com as noções correntes de «intuição» e de «instinto», e um pouco de «premonição», «pressentimento», «telepatia». Tudo isto o método EG promete a quem o pratique com tenacidade e paciência. E evitando as «emboscadas». Ao falar de armadilhas, EG está constantemente alertando contra, por exemplo, as contrafacções e perversões a que pode levar o seu método, se não houver suficiente prevenção. Entre essas emboscadas, a «magia negra» tem direito ao primeiro lugar, mas outras «armadilhas» podem interpor-se e até com uma imagem prestigiada no seio da comunidade cultural: psicanálise (racionalizando pulsões), massagem terapêutica, acupunctura, magnetismo (remetendo para a Terra e para Matéria em vez de livrar as pessoas delas), yoga, macrobiótica, etc
A pouco e pouco verificamos (por)que não há exagero neste distanciamento, e até que ponto É.G. é um método radical que se demarca mesmo daqueles que mais se parecem assemelhar-se. Se alguns o praticam para brincar ao «aprendiz de feiticeiro» - adverte Jean Noel Kerviel- a culpa não é evidentemente de Étienne Guillé. Que bem avisou dos alçapões em que o poder e a sedução do poder lança os incautos. Quando o Diabo actua sobre alguém, o primeiro cuidado que ele tem é convencer esse alguém que não está dominado por Ele... Nenhum método oferece melhor antídoto do que o de Guillé. Contra as seduções do Poder, do Dinheiro, do Sexo - os três ingredientes preferidos dos manipuladores de Magia Negra que, coitados, não se apercebem de que estão metendo a alma no Inferno, em directo, sem passar pelo Purgatório. Trabalham a um tal nível de (in)consciência que não lhes é possível perceber isso a que Guillé chama as «armadilhas» ou «emboscadas».
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A ALEGRIA DOS FALHADOS
17/11/1992 - Para alguém com boa memória, boas qualidades intelectuais, uma formação universitária, grandes conhecimentos, especialização específica, a elevação do nível de consciência e o desenvolvimento do potencial vibratório não diz grande coisa. É mesmo possível que seja matéria de algum riso trocista. Mas para quem não tenha sido fadado por aquelas qualidades do mundo material - memória, inteligência, nomenclatura técnica, conhecimentos, erudição - fica satisfeito por saber que, afinal, a sua evolução e o seu crescimento está afinal ao alcance das suas mãos ...com a ajuda do pêndulo. Também o que toda a vida foi pobre de bens materiais, fica satisfeito por saber que, afinal, pode adquirir uma riqueza ainda que imponderável. Para os falhados socialmente, a elevação do nível de consciência é a única chance. E isto gera uma atitude de gratidão. Mas há ainda uma outra esperança para o desesperado e deserdado: é que a elevação do nível vibratório de consciência possa agir, pela lei da sinergia ou lei da emergência, sobre outras faculdades diminuídas ou enfraquecidas do suporte vibratório. E pode ser que o trabalho com o Pêndulo acabe por ajudar a tornar alguém mais conhecedor, mais inteligente, mais sabido, etc., mesmo que o próprio até já nem o deseje muito, porque foi compensado com a maravilhosa descoberta do Pêndulo. Pela lei da Sinergia ou lei da Emergência, há qualidades emergentes quando as energias vibratórias animam o suporte. Dá para acreditar que ainda hei-de melhorar muito da minha crónica amnésia, da minha total incapacidade para memorizar números e nomes.
AINDA O KARMA DE CADA UM
A pouco e pouco, fica mais claro o que acontece com o karma de cada um quando se encontra o pêndulo de É.G. Se as informações vibratórias vão animar o ADN , é natural que este acelere o seu movimento e aquilo que deveria acontecer em 20 anos acabe por acontecer em 10, em 5 ou ainda em menos. E aí surge o que alguns noviços na arte do Pêndulo já experimentaram: acontecem-lhes acidentes estranhos... É caso para suspeitar se, de facto, o que se passou se passaria à mesma, apenas com uma dilatação do tempo e no tempo muito maior. E surge também aqui a hipótese do tempo circular. É outra forma de falar de «aceleração».
CONCEITO MENOS BEATO DE ESPÍRITO
A hipótese vibratória do método É.G. faz com que a palavra «espírito» - entidade mensurável e submetida a leis precisas de ordem matemática - perca a conotação beata de que os séculos de materialismo a carregaram. Queiramos ou não, há uma redignificação do discurso esotérico, uma reabilitação das ciências tradicionais, que temos em exclusivo de agradecer a este homem chamado É.G.
«Informação vibratória» é, no método de É.G., tão importante como a informação no sentido cognitivo e racional, estritamente ligada ao mundo MAGA, ao mundo material. Coloca-se a questão de o «inconsciente» referido pela Psicanálise se identificar ou não com esse oceano imenso de informações que corresponde à informação vibratória e que eclode na fronteira entre os dois infinitos - o grande e o pequeno - que parece ser o ADN da célula.
A informação mesmo (do mundo) material, mesmo MAGA, desde que adequada ao suporte e em dose não tóxica, serve para orientar a pessoa no seu caminho. Ter ou não ter determinada informação pode ser decisivo para a sobrevivência do indivíduo. Mas um excesso de informação ou uma informação desadequada, em vez de orientar poderá angustiar e criar estados de stress negativo, bloqueio, depressão. A informação vibratória poderá então ajudar a fazer uma selecção mais rápida da informação MAGA. Na medida em que o indivíduo se passa a guiar pelo instinto, pela intuição, pelo pressentimento, pela premonição, poderá também orientar-se, mesmo quando lhe falte a informação ao nível MAGA, material.
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ATÉ QUE PONTO A MAGIA NEGRA É PERIGOSA
16/11/1992, segunda feira - Talvez não seja preciso muito para mudar o mundo de «fond en comble». Como tudo o que é grande, talvez a solução seja simples. E por ser simples, ninguém queira acreditar nela. Talvez bastasse, para que o mundo mudasse, que se generalizasse e prevalecesse uma banalidade: «Ajudar os outros é ajudar-me a mim próprio. O que eu fizer pelos outros, estou fazendo por mim. Mas tudo o que eu fizer só por mim, pouco me adiantará.»
Estas banalidades aparecem menos banais à luz da linguagem vibratória de É.G.
Aquele simples princípio de fraternidade e solidariedade, só não é tão simples porque implica uma ambição menos material de cada um e que a meta de cada vida, em vez de dinheiro, seja a Luz. Mas para isso é preciso saber o que vale a Luz e o que ela pode ajudar-nos. Se se almejar a Luz, e não um bocado de papel sujo, então aquele princípio é fácil de compreender. Obstáculo principal a esta démarche é que é sempre de desconfiar qualquer discurso a favor da pobreza material...É logo tomado como boa desculpa do pobre para se queixar de que não é rico. Afinal, posso melhor com os meus males, se chegar à conclusão de que os outros ainda estão piores do que eu. De repente, percebemos porque é que a magia negra actua. Enquanto os alvos pelos quais as pessoas se batem forem sexo, atracção física, riqueza, ninguém se safa de uma boa carga de magia negra. E quando se diz «coitado» de alguém muito rico, ou de alguém muito belo, muito sexy, é talvez por isso: ele será alvo privilegiado de inveja, ele próprio ascenderá por inveja e a inveja é mãe de todos as manipulações chamadas de magia negra. O caso clássico de magia negra é exactamente o da mulher que quer conquistar um homem, ou manter um marido servil, ou sacar-lhe a fortuna, ou antecipar-lhe a morte. Meu deus! Quem se mete no Inferno é quem faz a magia negra, convencida de que vai ser rica, de que vai ter um homem submisso, de que irá herdar casas, contas bancárias, riquezas. Se não se der valor à alma, nada disto evidentemente terá importância ou gera medo.
É destes envolvimentos de que nos dá consciência e formas de defesa o método É.G. que aparece assim profiláctico. A vítima da magia negra caracteriza-se exactamente por não querer acreditar que está sob o efeito dessa magia. E recusa-se a ouvir (bloqueia a informação) tem os canais subtis fechados.
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DINHEIRO, KARMA E MAGIA NEGRA
5/11/1992 - O problema cármico do dinheiro é muito complicado. Qualquer atitude crítica é identificada com beatismo e demagogia. Ninguém hoje que se considere culto, leva a sério as recomendações bíblicas do catecismo sobre castidade e pobreza. Só beatos fazem voto de castidade e/ ou de pobreza. Quanto muito, o intelectual ateu e laico, comentará: «Está bem, deixa. Bem prega Frei Tomas. Faz como ele diz e não faças como ele faz.» Quem não tem nada, só tem a compensação de se sentir por isso mais «virtuoso». Mas será mesmo? E valer-lhe-á de alguma coisa essa virtude? Bem pode pregar contra o «pecado» dos que têm tudo, porque ninguém reconhece ao Pobre autoridade moral para defender a Pobreza... Esta questão do discurso «virtuoso» vicia, à partida, qualquer dialéctica de aprofundamento do grande problema que é o dinheiro na roda cármica de cada um. Ninguém, no Universo, é Pobre e Humilhado por vontade própria, por opção, por escolha. Nem casto. Nem isento de desejos. A pobreza sofre-se, suporta-se, atura-se. E quase sempre mal. Mesmo os monges que optam pela Pobreza, fazem-no a pensar nas Riquezas do reino dos Céus. Mas é aqui que reside, precisamente, a questão, difícil e subtil. Já o disse no texto sobre S. Francisco de Assis. A grande aposta será no Banco de Deus ou nos bancos da Terra? Qualquer pessoa de bom senso, e por mais religiosa que seja, dirá que é nos Bancos da Terra. Quem é que quer ser Pobre, Meu deus? Quem é que abdica de ser rico, se tiver essa chance? Mas que a riqueza, para já, atrai algum baixo astral, também não oferece dúvidas. Há a situação clássica: o homem rico a que todos desejam a morte, por causa do testamento... A começar nos que estão mais perto. Ele acaba por pagar com a ganância dos outros a rodeá-lo, nas últimas horas, o que acumulou toda a vida. Mas quem mais compromete a (salvação da) sua alma são os que aguardam, ansiosos, a sua morte para gozarem a fortuna. É uma cadeia de muito baixo astral, sem dúvida. Também os que praticam crimes hediondos, através da magia negra, recebendo somas em dinheiro - eu pergunto-me o que será das suas almas? O pior para eles é que não acreditam na alma. E muito menos que Deus existe. O dinheiro afunda neste poço, se acaso este poço existe. Mas fazer alguém cair no logro de acreditar que Deus não existe, também pode ser um estratagema do Demónio, disfarçado do seu habitual disfarce, o Dinheiro.
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<da-8><adn>
ENCONTROS DE FUNDO
7/11/1992 - É com certa vaidade e franco optimismo que vejo, num mesmo pensamento, num mesmo e coerente discurso, questões e obsessões que eu tinha como fundamentais e que nunca encontrara confirmadas no mesmo autor, como se fosse eu o único a pensar certas patetices que me pareciam prioridades mas que não o eram para mais ninguém.
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DOENÇA INICIÁTICA?
13/11/1992 - «Doença iniciática» entende-se, julgo eu, a doença que a medicina confessa não resolver, mandando o doente para casa. É o momento de ficar entregue a si próprio e de saber então o que por si próprio pode fazer. Curiosamente, algumas dessas doenças (senão todas) são provocadas pela própria medicina e seus sucessivos ciclos viciosos.
Gostaria de ouvir alguém, com argumentos fortes, a desdizer Guillé. Por mais que o leia e releia, não consigo encontrar uma única linha que me pareça menos certa, menos correcta, menos inteligente. E até gostaria de me distanciar criticamente dele, não vá estar e ficar convencido de ter encontrado o nec plus ultra, sem ser nada disso...
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<da-10><adn>
BURRO VELHO AINDA APRENDE LÍNGUAS?
26/11/1992 - Nunca fui, obviamente, de grandes entusiasmos e euforias. Nem de grandes paixões. À parte um ou outro livro, um ou outro autor, um ou outro amor, nunca fui de ficar suspenso e polarizado por alguma coisa ou ideia. Ou antes: fingi o que pude a mim próprio para me acreditar «fixado» em algo que desse sentido à vida. Mas exactamente porque nada me dava sentido à vida. E foi essa procura que julguei terminada quando encontrei o budismo tibetano. Mas, por inacessível, vi que não tinha capacidade de ir por aí, por esse caminho. Era um sentido, mas não era o meu sentido. No fundo, continuava a haver o vazio que tentava mascarar ora com o Guaraná, ora com acções militantes (a que os outros chamavam fundamentalismo ecológico). Mas tudo por pura embriaguês e dado que o álcool, nem vê-lo, porque me piorava a depressão em vez de a mascarar. Face à descoberta de EG - e da sua técnica de poder espiritual - houve uma viragem. Não é mais um caminho: é O Caminho. Já não mascaro o vazio, mas acredito que o vazio pode finalmente ser vencido. É uma diferença subtil mas fundamental: equivale a uma viragem. Dizer que me vou consagrar as 24 horas do dia a este método, é verdade. E o resto vai perdendo importância. O ensaísmo de pensadores que tive como preponderantes, parece-me ultrapassado. A questão dos nacionalismos, lida em Edgar Morin, por exemplo, fica ultrapassada pela linguagem universal que é a linguagem vibratória. Quando milhares de pessoas falarem a linguagem vibratória como a sua língua materna, tenho a certeza de que muitas das dramáticas questões contemporâneas deixarão de ser problema. A escala de valores, no tempo e no espaço, a que agora me prendo, torna obsoletas ideologias e, inclusive, os dramatismos e as tragédias a que assistimos neste tempo de horror. Não é uma ilusão narcótica, mas um poder que desponta - o espiritual - capaz de tornar obsoletos os outros poderes, que tornam este mundo um inferno.
O buraco de Ozono faz-me ainda estremecer. Mas, à luz de EG, é uma zona reduzida do espectro vibratório, tão relativa no tempo e no espaço que perde impacto na vida de todos os dias. Nunca consegui ser especialista em nada - mas a aprendizagem de EG, com todos os meus handicaps de falta de memória, aparece como a ciência de que eu posso, um dia, e finalmente, ser um estudante aplicado e com algum aproveitamento escolar. Tentei aprender o inglês, mas não tinha garra. «Burro velho não aprende línguas» soava-me sempre no meu complexo de inferioridade como uma vergonhosa obsessão. Burro velho, ainda não desdentado mas a caminhar para uma certa decrepitude, pode no entanto aprender a língua vibratória do novo mundo. Ilusão messiânica? Talvez. Mas a mais forte das ilusões que alimentei. Acho que vou ser um razoável falante da «linguagem vibratória» e se isso engorda o meu Ego, se é mesmo uma espécie de vingança pessoal de toda uma vida de frustrações, terei apenas que me cuidar dessa armadilha e não deixar que o Ego engorde.
Quantas vezes não me carpi de tudo o que quis fazer e ser mas de onde fui sistematicamente irradiado. Quis publicar livros, publicar poemas, publicar ensaios. Quis ser crítico de vídeo, de cinema, de livros. Felizmente e por uma coisa ou por outra, já estavam sempre os lugares todos preenchidos. Havia tanta gente na bicha a empurrar-me, que me passavam sempre à frente. Ideias e projectos nunca me faltaram. Ainda hoje vejo outros a realizarem os projectos que não tive ocasião de realizar! Até a Luísa Costa Gomes me roubou a ideia de ficcionar a vida de Ramon Lull. Quereria ter sido chefe de redacção de uma revista de saúde: houve sempre quem chegasse primeiro, ou quem me tirasse de lá para se sentar. Quis ganhar prémios literários, houve sempre quem os ganhasse por mim. Quis ter um editor: conheci muitos, mas não consegui ter um editor. E enchi caixas de diários que são, no fundo, o raconto de todos esses e outros fracassos.
Como é que agora a alquimia me parece uma démarche tão acessível? Talvez porque acredito no pêndulo como nunca consegui acreditar em deus. Nas linhas e entrelinhas de EG é Deus que espreita, como se fosse, ou viesse a ser, acessível. Apenas uma questão de vencer etapas, muito precisas e desenhadas geometricamente. Já nem é a sensação de amor-ódio que, meses atrás, a leitura de Guillé me dava. Se tiver que me separar da maior parte dos livros que correspondiam a projectos de trabalho, será mais fácil separar-me agora, porque todos os meus projectos irradiam de e conduzem a um único: aprender a linguagem vibratória e ajudar as pessoas em SOS. A própria macrobiótica, mensagem que ninguém quer ouvir, é agora uma informação mais fácil de passar aos que sofrem, se tiver o grande argumento e instrumento do Pêndulo, a quebrar resistências e a abrir circuitos, sequências de ADN. O melhor que aprendi, do pouco que aprendi, do nada que decorei, pode chegar junto das pessoas. Que eu vou conseguir amar com a ajuda de EG.
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O SEXTO SENTIDO DAS PRIORIDADES
27/11/1992 - O redemoinho de vaidades e egos rechonchudos em que a literatura, por exemplo, mete as pessoas, sempre me fez confusão, mas agora mais do que nunca. As pessoas, coitadas, têm o alibi do desespero, que muitas iludem com máscaras várias a fingir de esperança. Várias maneiras tem o demónio de se insinuar na alma de alguém. E uma das maneiras, a de mais baixa, densa e negra magia negra, é perder o sentido das prioridades, que é o principal sentido de orientação, o que se chama o sexto sentido. Só que agora eu sei que existem 12 sentidos. O que falta aprender suscita uma angústia que supera o do já apreendido.
A luta entre conceitos literários: a diferença entre a minha atitude de hoje e a de outrora, é que já consigo ver essas polémicas - a do regional e a do universal - com certo distanciamento! Com uma certa indiferença, com uma certa neutralidade. Embora sublinhe, de imediato, que nenhuma dessas palavras - neutralidade, indiferença, distanciamento - define o que sinto, o meu estado de alma neste momento. E essa é uma das dificuldades: expressar, com a linguagem do antigo sistema, o que acontece já no novo sistema, sendo novo um adjectivo que igualmente teremos de aceitar por procuração, pois pertence, também - ele como o seu antónimo - ao antigo sistema. A «New Age» não tem que ver com isto. Todos os movimentos nascidos no seio do «antigo sistema» estão ainda impregnados de MAGA: por muito lugar-comum que isto possa parecer, verás que não é assim tão lugar-comum.
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PROMESSAS, EXPECTATIVAS E DÚVIDAS GERADAS PELO MÉTODO DE ÉTIENNE GUILLÉ
15/17 de Dezembro de 1992 - A obra de Étienne Guillé cria, de facto, expectativas as mais ambiciosas e a questão está em saber se essas expectativas virão a ser total ou parcialmente satisfeitas por quem empreenda a marcha por este caminho da radiestesia alquímica, da radiestesia hermética.
Lembro, entre outras promessas, as seguintes:
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VIDA É TUDO O QUE VIBRA
Lendo o que Étienne Guillé nos descreve do Egipto Antigo e conhecendo a sabedoria eterna contida nas suas pirâmides, nos seus túmulos e nos seus hieróglifos, compreendemos de um «flash» porque foi incendiada a Biblioteca de Alexandria. É que sabemos também por EG que é eterna a luta entre as forças (energias vibratórias) de Deus e as que, pela lei da Acção-Reacção, eternamente se lhe opõem. A Biblioteca de Alexandria foi destruída num momento em que as forças da reacção estiveram vitoriosas, talvez porque Deus estivesse distraído... E é como se Étienne Guillé nos devolvesse o que na Biblioteca de Alexandria estivera guardado e ficou enterrado para sempre. Para sempre, não: só até 26 de Agosto de 1983.
A extensão da palavra «ser vivo» surge em Étienne Guillé de uma imensa vastidão, muito maior do que o significado «biológico» e até «comum» do ser vivo. Por isso os Metais, as cores, a terra, as pirâmides de pedra são seres vivos. O plástico, que não vibra de todo, é que de facto não é um ser vivo. Mas se a terra é um ser vivo, compreendemos então que o «mundo cosmoétrico» significa esse mundo onde os seres vivos são não só os que até agora classificávamos como tal, mas todos os outros, inclusive palavras e símbolos, que tínhamos como «mortos». É por isso, talvez, que o nosso conceito de morte se alargará (ou restringirá) também e à medida que testarmos e constatarmos tudo o que vibra, quer dizer, tudo o que vive.
Quando se diz de alguém ou de alguma coisa viva que está «eléctrico», é porque ele «vibra». Nesse caso, tudo o que vibra na escala do espectro electromagnético (ondas e micro-ondas de diversa frequência, longitude e intensidade) é lícito também começar a ver esse mundo «ondulatório» como ser vivo: parte do mundo cosmoétrico, tal como o ser humano.
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A GRANDE QUESTÃO DOS METAIS NO CENTRO DA QUESTÃO
16/1/1993 - Uma tese que me surge hoje, com veleidades de ser 70 % verdadeira, é esta: os 7 metais alquímicos não excluem as dezenas dos outros metais. Mas esgotam os «tipos vibratórios» que a gama dos metais contém (em equivalência de ressonância com os 7 planetas). A substância bioquímica dos minerais é, evidentemente, diferente. Mas os tipos vibratórios em que todos eles, os da tábua de Mendeleiev, se podem inscrever, seriam apenas sete. Se esta tese estiver certa, evidentemente. E o tipo ou tipos vibratórios que se tornam terapêuticos são também os que emanam desse esquema septenário.
Mas a big questão dos «metais» continua permanentemente um desafio e parece-me que no círculo dos terapeutas de RA, ainda não se lhe está a dar a devida importância. Se a resposta a todas as questões levantadas por Étienne Guillé sobre a questão, é «Basta trabalhar os metais com o Pêndulo», porque dedica ele um terço do livro «L'Alchimie de la Vie» aos metais e quase uma conferência inteira, como é o caso da que pronunciou na Sorbonne Richelieu, em 23 de Junho de 1990.
É preciso, creio eu, uma atenção mais intensiva à questão dos metais, o que está intimamente implicado na outra grande questão que é: o que há a fazer a nível de suporte (nomeadamente no campo alimentar) para «suavizar» as grandes mudanças que a transmutação alquímica implica.
Este percurso é de facto feito de surpresas e súbitos «flashs». Foi (só) agora, repentinamente, que vi uma das distinções fundamentais neste sistema da RA: Corpo Espiritual e Espírito são, de facto, entidades que se definem a níveis vibratórios muito diferenciados, fazendo embora parte do mesmo todo. Ainda que a estrutura hierárquica seja difícil de aceitar por em ex-anarca como eu, com todos os ex-preconceitos ateus, individualistas e a atitude, essa justa, antipoder material (anti-Estado). Não há dúvida que é na estrutura hierárquica de níveis vibratórios que assenta toda a lógica do método e do sistema da Radiestesia Alquímica, da Gnose Vibratória.
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BIPOLARIDADE YIN-YANG AJUDA ANÁLISE DOS SISTEMAS OU COMO APLICAR O PROGRAMA MACROBIÓTICO NO COMPUTADOR DA GNOSE VIBRATÓRIA
[ Diagramas 6,9,10,11,16,17,53,58,59,60,61,62 ]
+ 8 PONTOS
1 - Duas forças antagonistas e complementares se digladiam desde sempre e para sempre no universo, desde o macro ao microcosmo, enquanto houver vida incarnada, enquanto houver (e mesmo quando deixar de haver) matéria (Diagrama 6). Essas forças antagonistas e complementares que animam o universo - expansão e contração - revelam-se necessariamente tanto a nível macro como microcósmico, tanto no infinitamente grande como no infinitamente pequeno (célula). Do Uno primordial saiu o 2(Diagrama 6).
2 - O dinamismo da vida (mas também a conservação) derivam desse antagonismo de forças opostas mas complementares, a que a ciência bioquímica chama, por exemplo, cargas positivas e cargas negativas, mas a que a dialéctica taoísta, com conotações menos judicativas, chama yin-yang (Diagramas 59, 60 E 61). É ainda essa energia, ou até esse diferencial de energias, que produz a bombagem do interior para o exterior da célula e viceversa, operando-se assim as trocas essenciais à vida da célula viva.
A «força da conservação» e a «força de evolução» é, assim, outra forma dual de designar o mesmo conjunto de forças opostas mas complementares. Compete ao ser humano, na prática alimentar diária, manter o equilíbrio entre as duas forças antagonistas complementares: mas, na densa matéria em que nos encontramos atolados neste final de século, de milénio e de era zodiacal, dominam as forças conservadoras, as da preguiça e da estagnação, bloqueando quase completamente as da evolução, do progresso. Mais: tudo é regido, neste final de século, de milénio e de era, por um conceito perverso e pervertido, e que consiste em chamar «progresso» exactamente ao máximo de concentração material, exactamente à total estagnação das forças mais conservadoras e retrógradas, ou seja, ao desenvolvimento da materialidade, dura, compacta, inamovível.
Ou as energias «soft» animam de novo este suporte ou o atoleiro chegará à fase de se mineralizar. De se petrificar. Fim este que estaria de acordo com a moribunda era do Petróleo e do Petrodólar.
3 - Ao falar de bipolaridade (Diagramas 9 e 10), Étienne Guillé está, apesar de tudo, mais próximo da questão central do que quando fala de dualidade, daquela dualidade que ele verifica por tudo o que é matéria viva e largamente analisada em vários capítulos.
Falando de bipolaridade na membrana celular, invoca-se imediatamente a Bipolaridade yin-yang que a Macrobiótica estuda e sistematicamente aplica, como é o caso dos 5 sabores e respectivas polaridades: mas toda a macrobiótica gira à volta desta polaridade yin-yang, o que significa que se trata de um sistema aberto, dialéctico e em movimento. Quer dizer: vivo. Cria ordem e não a desordem.
4 - A diferença de potencial (ddp) associa-se também ao dinamismo, ao movimento e à bipolaridade. É inevitável que a noção de «carga eléctrica», de «carga electro-magnética», acabe por ser aquela que a ciência tem mais à mão para exprimir o que pretende, ao falar de assimilação, daquilo que a célula rejeita e daquilo que a célula aceita. O antigenes-anticorpos, é disso um exemplo apontado por EG.
As moléculas de água e a carga iónica da célula - bases bioquímicas da macrobiótica - enquadram-se também na noção de bipolaridade energética ( Diagramas 16, 17 e 53).
5 - As energias de que se fala em metabolismo alimentar são assim as energias «luminosa», «química», «calórica», «eléctrica», etc. É, portanto, do corpo, do suporte vibratório que se fala, ao falar das diferentes formas de energia material que animam o suporte vibratório (Diagrama 58).
Mas não fica claro, em Étienne Guillé, se é já de «energias vibratórias» que ele fala, a este nível dito electro-magnético.
A ciência bioquímica fala de cargas negativas e de cargas positivas, ao tratar de potencial transmembranar. A conotação judicativa desta linguagem desaparece da nomenclatura taoísta, onde o yin yang não contém qualquer ideia de positivo ou de negativo mas de opostos complementares( Diagramas 59, 60 e 61) . É ainda a diferença que vai de uma abordagem holística e global a uma abordagem analítica, dual. Por isso Étienne Guillé teve que recorrer, para entender a vida, à análise dos sistemas de Ludwig Von Bertalanffy: não precisaria desse apoio, se partisse da cosmologia taoísta para perceber o movimento da vida. Água e iões, segundo EG, são as duas «camadas eléctricas» da célula. (Não deixa de ser pertinente (e até corajoso) que um cientista fale, apropósito de matéria viva, em «electromagnetismo» (a bipolaridade da molécula de ADN)
6 - Qual o papel do potássio, por exemplo, neste jogo dialéctico da bipolaridade celular? Étienne Guillé não fala disso, porque todo o capítulo sobre «potencial transmembranar» é uma análise estática das estruturas e não uma visão global e dinâmica e dialéctica do sistema em funcionamento.
O Yin-yang alimentar (macrobiótica) vai no sentido inverso: parte de uma noção global e holística de movimento para integrar elementos de análise: a noção de PH, iões, moléculas de água, etc.(Diagrama 17)
7 - Quando Étienne Guillé diz que os metais alquímicos se encontram em sítios específicos do ADN não explica se esses metais «residem» lá ou se têm um movimento de entrada e de saída, movimento esse que depende da bipolaridade, e portanto daqueles elementos enunciados: PH, água, carga iónica.
Aliás, note-se, a «carga iónica» é indesligável da presença de metais. Para que haja ionização e portanto movimento, é necessário que haja metal mas é necessário também que haja água. É a este equilíbrio a três variáveis que só um método global como a macrobiótica tem alguma chance de dar resposta satisfatória. Uma visão dualista-reducionista continuará longe, sempre longe do problema... como sempre esteve através de toda a história da ciência ocidental.
8 - A vida depende das diferenças de potencial - diz Étienne Guillé - e os ritmos biológicos dependem dos ritmos cósmicos. A noção de «polaridade» é também, para EG, fundamental para sabermos como usar o computador (Diagrama 11).
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OS EMBARGOS DO EGO MENTAL
+ 3 PONTOS
19/1/1993 - 1 - Há uma real ambiguidade da RA face aos múltiplos movimentos e escolas de carácter esotérico e neo-esotérico. Dá, de facto, a impressão que já está tudo dito. E que todas as escolas dizem o mesmo. Mas acontece, talvez, que a RA o diz de maneira integrada, ligando a teoria geral da informação a uma prática muito concreta de alquimia pessoal e de ajuda terapêutica às pessoas.
Respeitando todas as religiões sem se imiscuir em nenhuma, dando, a quem precisar, elementos mensuráveis precisos (ideologicamente neutros?) para apoiar o pensamento e a fé interiores. Enfim, realizando, no pêndulo, a sintese dos contrários, realizando a Função Emergente, realizando a conquista do percurso que leva ao Espírito, sem possibilidade de queda ou retrocesso. Realizando, em suma, a Fé.
2 - Os Rosacruzes de Max Heindel dirão que a morte também está no centro das suas reflexões, tal como acontece na RA. E cunham o termo tanatologia, na sua natural preocupação, de dar uma nomenclatura científica actual ao que pode ser considerado «tradicional».
Um adepto de Krishnamurti, posto diante da RA, dirá provavelmente que também ele procura «o autoconhecimento» e a «busca interior». É um facto. E pode ser que isso lhe baste, desistindo de ir mais além na RA. Porque certamente iria mais além. Mas dizê-lo é, desde logo, rotulado de dogmático... O cepticismo está bem disseminado no oxigénio da Fé, tornando-o irrespirável. Por isso, sem querer, cada pessoa «conserva» a sua anterior ideologia, as suas anteriores convicções. Pelo menos, enquanto a grande mudança, a grande alquimia interior não se der.
Um adepto do Grande Oriente maçónico dirá, perante a RA, que não tem tempo disponível para consagrar ao pêndulo e que o facto de pertencer a uma instituição com sua disciplina não lhe permite «conversão» à RA. No entanto, acrescenta este inteligente seguidor da instituição maçónica: «Já tenho os livros de EG e vou ler».
Um irmão do budismo tibetano irá talvez considerar que a RA, recorrendo à fonte da tradição egípcia, «cultua» os mortos, pois é essa a ideia «funerária» que o Ocidente moderno, à volta do enigma e do mistério egípcio, pôs a circular, ao ponto de designar por «Livro dos Mortos» o que é o «Livro da Iluminação».
Um terapeuta que pratica acupunctura japonesa tsubo, dirá que iniciou o trabalho com o pêndulo, segundo a RA, mas que se «sentiu mal», De facto, o trabalho com o pêndulo, ao actuar no suporte vibratório, transmuta mesmo (transmutação). A essas mudanças a pessoa poderá reagir de duas maneiras: ou as entende e assume como processo inevitável de caminhar em frente e desestagnar - de rosto para o espírito, de rosto para o infinito - ou desiste porque, a nível do corpo físico, se «sente mal». A pessoa esquece que o corpo físico é apenas um dos seus 7 corpos e de que os sentidos com os quais ajuíza neste momento são cinco, quando tem doze sentidos a desenvolver. A pessoa também não repara que está a «ajuizar» com valores de nível anterior (inferior?), factos que se estão já a passar a níveis seguintes (superiores?). E ignora ou rejeita, então, uma das leis da ressonância cósmica vibratória que diz: é o superior que comanda o inferior, e não o inferior que determina o superior.
A sua mente, o seu corpo mental (um dos seus 7 corpos) está afinal a classificar, a valorizar, a ajuizar segundo os seus critérios de avaliação, factos ocorrentes a níveis superiores a esse corpo mental.
Talvez seja também uma inversão desta hierarquia pré-estabelecida o que se verifica nos outros casos: é sempre o mesmo ego mental (seja de raiz krishnamurtiana, rosacruz, maçónica, budista) que ajuíza sobre factos que estão situados acima do corpo mental.
3 - A excessiva emotividade (o Fogo interior não animado de inteligência e ordem vibratória) pode ser um bloqueio quando enfatiza as divisões entre belo e feio, agradável e desagradável, o «sabe bem» e o «sabe mal», etc. É ainda o «ego mental» (o corpo mental) a dividir o mundo em contrários, esquecendo que: ou se faz a síntese dos dois e todos os contrários deverão então resultar num terceiro termo emergente; ou, enquanto contrários, o verso tem sempre um reverso, o muito agradável paga-se sempre com o muito desagradável, o muito doce com o muito amargo, o muito desejável com o muito indesejável, etc.
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GRANDES MOMENTOS (E DESCOBERTAS) NO DIÁLOGO COM O PÊNDULO)
[ Diagramas 2,3,4,6,11,12,18,21,32 e 33]
... nos velhos tempos, na bíblia, chamavam-lhe «yawh» ( versão que parece mais genuína), «JAHWEH» ou «Jeovah», o que significa «eu sou» ...
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ESCREVER AS PÁGINAS EM BRANCO DO NOSSO DESTINO
20/4/1993 - Quando, em Radiestesia, se fala de «memória», deverá precisar-se que é a memória do ADN genético, a memória do corpo, a parte conservadora da nossa estrutura. E quando se fala em destruir as pesadas «memórias» desse passado, talvez não seja tanto «destruir memórias» (que são indestrutíveis) mas animar os dois outros ADN, o da alma e o do espírito - de forma a que sejam escritas as páginas em branco do nosso destino. É aqui que se fala do «livre arbítrio», de «liberdade» e de «libertação». Tudo isso passa, portanto, pelo desenvolvimento, pela animação, pela reactivação dos nosso genes «móveis» (os do ADN da Alma e os do ADN do Espírito) já que os do «corpo» (a nossa herança genética) são imutáveis.
Uma das minhas pequenas perplexidades, hoje, é saber se o apego a certas imagens da infância, aos livros da escola primária, ao «naif» de um tempo e de um discurso passados não serão apegos que, à luz da radiestesia, se poderão considerar «parasitas» das (minhas) melhores energias. Aliás, essas memórias próximas, comparadas às memórias dos Dinossauros, por exemplo, com 350 milhões de anos, serão mais fáceis ou mais difíceis de superar? Certas estruturas - a de favos, por exemplo - em relação às quais tenho uma sensação de repugnância - as célebres «fobias» - terão que ver com essa parte do ADN que é a da memória genética e do sonho? Será aí que se situa o famoso inconsciente colectivo, ou o inconsciente colectivo - e, portanto, os sonhos - já pertence à Alma e/ou ao Espírito? Ou seja: aos códigos vibratórios e não ao código genético?
Quando ouço as pessoas carpir-se de que se rendem ao MAGA porque têm de sobreviver, porque precisam de ganhar o pão de cada dia, costumo pensar na profissão MAGA e prostituída que tenho vai para 30 anos - o jornalismo. De facto, não é fácil a gente libertar-se de uma destas. Mas a verdade é que tem mesmo de libertar-se. E a única diferença é que agora, depois de 26 de Agosto de 1983, já temos menos um alibi para não mudar, pois é o Cosmos, o Novo Cosmos, nascido em 26 de Agosto de 1983, que nos convida a mudar. Esta é a questão. Cada um sabe o MAGA onde está metido: e se se quer curar, o melhor é mesmo não alimentar mais esse MAGA. Basta que se limite a suportá-lo. A militância ecologista - vejo-o agora - era uma fraca resistência à invasão de MAGA, a que chamei coisas como Abjecção, Terror, Entropia, Trampa, os 3 M (MERDA, MORTE, MENTIRA).
Foi isto que me levou a dizer «Abençoados Inimigos», quando, em Abril de 1992, descobri a Radiestesia Alquímica, puxado pelo guindaste de Manuel Fernandes e da Maria. Foi isto que me levou a dizer: abençoados os 59 anos de vida que eu perdi para encontrar esse momento. Afinal, podia ter sido ainda mais infeliz - se viesse a morrer sem encontrar esta morte que me permitiu conhecer um pouco menos mal a Morte.
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<da-19><adn><manual>
UM ANO DE TRABALHO COM O PÊNDULO: DÚVIDAS E CRÍTICAS
+ 4 PONTOS
29/4/1993 - 1 - Após um ano de se ver envolvido com a radiestesia, chega provavelmente o momento de o Aprendiz (se) perguntar se não estará metido num buraco (irreversível) maior do que aquele do qual julgou safar-se. Os sinais contraditórios que recebe são mais que muitos e por mais que tenha ouvido falar, nos seminários e conferências, na lei da ressonância vibratória, e no facto de esta lei «não ter nada a ver» com a lei de causa-efeito, com uma leitura linear da realidade, por mais que o tenham doutrinado de acordo com o método da análise global dos sistemas, a verdade é que ninguém - nem ele nem os instrutores - consegue dispensá-la e aguentar-se interminavelmente num tempo sem tempo e num espaço sem espaço, numa dialéctica que ora é trialéctica, ora é tetraléctica, ora é pentaléctica, etc.
2 - Se, para não partir a cabeça num dos muitos tombos, o aprendiz tenta segurar-se agarrando-se ao prático, às aplicações práticas do método, como é o caso do «transfert» de energias, a chuva de contradições é igualmente copiosa. Numa página lê que o transfert é acessível a toda a gente, desde que aprenda, mas na página seguinte já lê que ninguém deve fazer transfert nem querer considerar-se Deus! Primeiro o transfert é democrático, para toda a gente, mas depois é só para eleitos, para hierofantes, para os iniciados nos mistérios de Elêusis, para os faraós propriamente ditos, «especialistas em transfert», como diz Étienne Guillé (EPH).
É escusado perguntar em que ficamos, porque nunca nos ficamos, estamos sempre a mudar. O curioso é que o método de radiestesia tem uma série de respostas feitas (prontas a responder) para todo o tipo de questões deste tipo que o Aprendiz possa fazer.
3 - Se o aprendiz se vê grego (ou egípcio) porque tudo muda constantemente, logo lhe acenam com as virtudes da mudança e o pecado da estagnação. Se o aprendiz geme porque de hora a hora mudam as referências - os diagramas ilustrativos, por exemplo, e os eixos hierárquicos - logo a mesma resposta de mudança lhe cala a boca. Se o Aprendiz procura ser humilde, logo lhe dizem que o maior orgulho é o da humildade. Se procura fugir ao poder do dinheiro, logo lhe dizem que só quem merece esse poder o pode legitimamente ter e que mais vale ser pobre toda a vida do que ir parar ao Inferno (como se não estivéssemos no Inferno).
4 - A propósito de Inferno, o diagrama dos potenciais energéticos é também ilustrativo das contradanças a que o aprendiz é submetido: dizem-lhe para (se) autotestar o seu nível vibratório, mas depois dizem-lhe que afinal aquilo não serve para nada, serve só para o fazer claudicar no seu egozinho egoísta.
A respeito de «impecabilidade» - virtude principal exigida ao iniciando - o Aprendiz pergunta se a impecabilidade é prometer e não cumprir, mudar de humor e opinião de 5 em 5 minutos, se impecabilidade é deixar as pessoas entregues aos stresses desestruturantes sem nunca lhes ter explicado o que é um stress positivo e o que o distingue de um stress negativo. Será impecabilidade ir dando a informação teórica em rajadas e a informação prática em conta-gotas, sem parar para tirar dúvidas de fundo? Será impecabilidade confundir todos os tipos de Aprendiz e mandar recados aos que querem a radiestesia para ganhar dinheiro a dar consultas, como se não houvesse quem procure a radiestesia exactamente como derradeira alternativa ao desespero e ao suicídio, como um caso de vida ou de morte. Se os mais bem informados, energeticamente falando, não distinguem quem têm diante, quem irá distinguir?
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DESCULPAS E ALIBIS QUE OS EGOS ENCONTRAM PARA FUGIR DO ENCONTRO DECISIVO DO ESPÍRITO CONSIGO PRÓPRIO
23/7/1993 - Quando ouço as mais variadas desculpas que o ego intelectual, emocional e profissional das pessoas inventa para se furtar à responsabilidade que é o confronto do espírito consigo mesmo proporcionado pela Radiestesia Alquímica, não posso deixar de esboçar um riso um tanto amarelo... Afinal, de que serve ter a Idade de Ouro mesmo à mão de semear, se, agora que a temos, arranjamos todas as desculpas e pretextos para lhe continuarmos de olhos e ouvidos fechados. Não é que isso me apoquente - cada um sabe de si - mas deixa-me, confesso, um bocado perplexo, a ginástica que se faz para fugir à RA e portanto ao Espírito. Se for um marxista-leninista, credo que abominação falar em Deus! Depois há as razões com alguma razão. Ao confundir-se instituição com religião, hão-de persistir raivas antigas anticlericais, não se conseguindo, com esse pre-conceito, dar atenção à religiosidade, de certo modo pura, de monges ou místicos. Etapa Mística não é ainda iniciação mas é melhor que nada. O enciclopedismo iluminista estende-se inclusive aos de filiação maçónica que nunca, aliás, me conseguiram explicar como conciliam a teosofia com o ateísmo. Prefiro o Pascoaes que se dizia ateoteísta. Mesmo alguns de alegada formação esotérica, Rosacruzes por exemplo, são capazes de ficar prisioneiros do vampirismo espírita. E os antigos acupunctores nunca irão abrir-se descontraidamente à Fé da RA. Ah! Os egos intelectuais, políticos, profissionais, emocionais! Khrishnamurti fez do ego o seu cavalo de batalha de intelectual da iniciação. Quantos terão diminuído o próprio ego lendo Khrishnamurti? Há adeptos de Krishnamurti tão fechados como ostras, como os inimigos dele ou os dele ignorantes. Ter umas vagas luzes de radiestesia empírica, ou de astrologia, pode significar um completo desastre no estudo, que se pretende despreconcebido, da Radiestesia Alquímica. Os clichés - que através das épocas conduziram às escolásticas - são sintomas dos egos e os amadores de astrologia estão cheios de clichés. Ofendem-se, se se puser em causa o mínimo desses clichés. Mas a palavra de ordem, severa, da RA, é mesmo essa: «Apaguem dos vossos egos os clichés, as ideias feitas e fixas, os slogans das ideologias, os ódios meramente mentais à instituição A ou à instituição B. Que se saiba, instituição, estado ou igreja, foi sempre a mesma coisa. Uma das formas de surdez mental é essa: o apego às palavras de ordem que uma formação anti-clerical ou clerical, incutiu nas almas. A aproximação da démarche alquímica tem que ser suficientemente violenta e exigente para pulverizar esses clichés. esses egos, esses convencimentos. Foram-nos ensinando de que a palavra Deus era pecaminosa e têm que ser ateístas até ao fim da vida. Mas não se trata disso: trata-se de, atrás de cada palavra, tornada inevitavelmente cliché, pôr o conteúdo que lá devia ter estado sempre mas que foi degradado pelas instituições que dessas palavras se apropriaram. Deus tem sentido, Espírito Santo tem sentido, Fé tem sentido, pecado tem sentido, etc. mas não no contexto onde as igrejas as meteram e no qual as esvaziaram de sentido. É à linguagem primordial - antes das igrejas e dos padres - que teremos de ir hoje e recuperar a nomenclatura a que temos direito. Yahweh já não é Jeová, mas Yahweh, ou Yawh ou YHWH que significa, pura e simplesmente, Eu Sou.
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EXERCÍCIO DE EMERGÊNCIA COM DMITRI MEREJKOVKY - CONVICÇÕES SÃO APEGOS
«O triunfo é do Galileo, mas a vitória será nossa, um dia... Os deuses hão-de voltar... todos seremos deuses.»
Imperador Juliano
+ 4 PONTOS
9/8/1993 - 1 - Se, através do trabalho com os Metais, entrar em ressonância vibratória com os planetas e outros níveis superiores de energia cósmica, creio que a minha capacidade de ver o uno no múltiplo, entre outras capacidades, se multiplicará. E que verei a unidade que subjaz a todo o léxico do sagrado, por mais marcados pelas condicionantes conjunturais que tenham sido. [ Ver palavras ] . O aviltamento do Sagrado está a chegar aos seus limites históricos, na proporção directa do materialismo mais grosseiro: a publicidade, como acabo de ver na RTP, em uma produção da BBC sobre o turismo no Egipto, a publicidade aproveita os símbolos e monumentos mais sagrados para anunciar voos charters, ou mesmo o Palácio de Potala para anunciar automóveis. A Queda no Abismo (do) material mais ignóbil e grosseiro vem seguindo a sua escalada para o abismo. Mas as épocas ou eras zodiacais estão aí para desculpabilizar a acção devastadora do ser humano sobre si próprio, esmagado sobre si próprio. A decadência do «progresso» (retrocessos do Progresso como lhe chamei) é geral, como poderíamos não ser também atingidos? Mas haverá hoje desculpas, hoje que nos foi doado, de bandeja, o Fio de Ariadne da Sabedoria? Invoca-se o conforto que podem dar certas práticas como espiritismo. E o Aprendiz pergunta se alguém tem o direito de retirar a alguém esse conforto em nome de uma pretensa verdade objectiva.
2 - Enquanto não puder demonstrar, numericamente, com o pêndulo, que o espiritismo é uma prática com frequências vibratórias x e a radiestesia ou trabalho com os Metais uma prática com a Frequência Y, não tenho o direito de criticar quem pratique o espiritismo. Só quando for claro como água límpida os níveis vibratórios a que agem certas práticas - como a magia negra - tenho o direito de propor às pessoas que se deixem disso... Desses vampirismos energéticos.
3 - É verdade que, à luz da Hipótese Vibratória, eu já desisti de muitas convicções que tinha como certas - e convicções são apegos como outros quaisquer. A (ideia de) Reencarnação, por exemplo, em que eu acreditava, está posta em causa pela RA. Mas isso não me dá o direito de fazer os outros abandonar o conforto das suas convicções, dos seus apegos. Aquilo em que eu acreditei - por ordem alfabética, acupunctura, anarquismo, budismo tibetano, macrobiótica, racionalismo sergiano, realismo fantástico, socialismo democrático, surrealismo, taoísmo, zen - foi tudo posto em causa à luz da Hipótese Vibratória. Acho que devia ser assim. Acho que não podia deixar de ser assim. Acho que não se pode estagnar em uma convicção - um Apego - por mais firme que ela seja. Mas não tenho o direito de propor a ninguém que «ponha em causa» as suas convicções - os seus apegos - e os alicerces da sua fé, por mais podres que esses alicerces me posam parecer. Desculpem-me, pois, se vos ofendi.
4 - A reverência das grandes figuras é um equívoco histórico e um Sofisma monumental que a era da Queda instalou nos seres humanos para os fazer resignar-se à mesquinhez da sua condição. Todos temos Deus e podemos, devemos descobri-lo. esta é a regra de Ouro da nova Idade de Ouro. As vidas ilustres dos grandes iniciados, como escreveu Eduardo Schuré, a vida dos grandes músicos, a vida dos grandes pintores, a vida dos grandes santos, a vida dos grandes alquimistas (e não falo, claro, da vida dos Napoleões), não é nada que nos faça ajoelhar. Cristo foi um ser humano como eu. Buda foi um ser humano como eu. São casos. São exemplos, que chegaram até nós pela notoriedade pública. E como tal - como exemplos - nos devem servir. Não devemos é consentir que sejam eles a servir-se de nós. Nem eles nem outros espíritos através do espiritismo. A vida do mais anónimo dos anónimos é tão importante, à face de deus, como a de Einstein, Freud, Dostoievsky, Kafka, etc. O culto dos heróis é uma fraca proposta de Carlyle e os «representativ men» de Emerson o modelo de uma América do Norte que criaria no marketing o culto do materialismo mais abjecto e grosseiro. Um culto onde o Sagrado é matéria de publicidade turística. Em plena era do marketing é o culto do herói, do reprentativ man, do premiado, do galardoado, do distinguido, que vigora para alimentar a guerra do struggle for life, o egoísmo e a inveja social. O serem falados e famosos só nos podem ajudar porque o seu caso, tornado público, não pode servir como exemplo. Mas mais nada. Abaixo a reverência. Abaixo a idolatria. Desconfiai das grandes épocas como a Renascença. Foram, de facto, os picos da decadência. Os picos do abismo invertido. O mero reflexo de um materialismo condensado em que a vida do espírito só era possível aos da Vinci, aos Miguel Ângelo, aos Savonarola, aos génios. A Era dos grandes homens está a chegar ao fim. Na Nova Idade de Ouro, todos os homens (seres humanos) serão grandes homens. E a Humanidade uma e única Alma.
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RELENDO ÉTIENNE GUILLÉ - UM MAR DE DÚVIDAS PARA ENCONTRAR A FÉ
20/Março/1993
[ Texto escrito sobre o capítulo IV do livro «L'Énergie des Pyramides et L'Homme» (páginas 162-192]
Existe um universo vibratório autónomo? Matéria e Espírito são separáveis? Nesse caso a verdade está no dualismo (na dualidade) e não no monismo? Ou existe na verdade um só mundo mas esse mundo é o mundo quântico vibratório, de que a matéria é apenas uma aparência que facilmente se desfaz?
Quem leia Étienne Guillé mas sem estar na disposição de aceitar as suas teses, poderá dizer que admite a existência das energias vibratórias mas que estas são pura e simplesmente produto, resultado do suporte material a que E.G. chama «suporte vibratório». Para os que não acreditam no espírito, porque não acreditam em Deus, tudo é matéria e, portanto, as energias vibratórias, a existirem, são matéria também. O que haverá então nos textos de Étienne Guillé capaz de convencer os mais cépticos de que as energias vibratórias são um mundo, um universo completamente autónomo da matéria? Ou, macro e microcosmos, embora se espelhem um ao outro e se interpenetrem, são duas realidades diferentes e não uma só? Para já, localizamos apenas duas interrogações que não fazem, portanto, prova afirmativa: uma na página 170 e outra na página 172.
Resultará, provavelmente, apenas a propriedade «emergente» da matéria viva para provar, sem lugar a dúvidas, que Deus existe, quer dizer, que as energias vibratórias são uma realidade e, portanto, o suporte outra realidade. Quer dizer: se não existe apenas matéria, a arquitectura piramidal que nos é proposta por Étienne Guillé, inspirado nos ensinamentos do Antigo Egipto, seria a estrutura invisível do invisível. Nesse caso, a existência ou não existência das pirâmides seria a única prova de um mundo invisível autónomo.
Se a ciência insiste no paradigma monista da matéria e rejeita o paradigma dualista do Espírito-Matéria, ou na tripartição Corpo-Alma-Espírito, talvez não seja por mal: mas porque não teve, até hoje, argumentos fortes que o demonstrassem. É toda a questão da Fé que reside aqui. Se há quem pense no suicídio e que o suicídio é saída para a chatice de viver, é porque não conseguiu ver provado, cientìficamente digamos, que existe Espírito e portanto Eternidade e portanto Deus. Toda a tragédia do homem residiria assim na sua falta de Fé. Na falta de argumentos para justificar a Fé. Daí a importância que este aspecto da obra de Étienne Guillé fique claramente exposto.
Quando julgamos tocar essa prova, com a «função emergente» da matéria viva, assaltam-nos dúvidas. O que é detectado - dirá o Céptico - pelo Pêndulo, pelo método das cristalizações sensíveis, pela electrobiofotografia derivada do efeito Kirlian e por todas as técnicas de Radiestesia, podem ser, afinal e ainda, energias, informações vibratórias derivadas da matéria. Aliás, a distinção entre «informação», «energia» e «energias vibratórias» não é suficientemente clara em Étienne Guillé para extirpar as dúvidas que impedem a Fé de se implantar.
Talvez apenas um novo dado, introduzido por Étienne Guillé, seja capaz de realizar esse milagre: é esse dado a noção de potencial, relacionado com uma escala crescente de frequências vibratórias. Mas enquanto o Aprendiz, o experimentador, tiver apenas acesso à medição de frequências vibratórias entre o Metal (N8), o Vegetal (N16), o Animal (N24) e o Homem (N32), ou seja, enquanto só puder comprovar, com o Pêndulo, a existência da imanência material, poderá continuar duvidando de que, para lá dessa escala, existem Anjos, Arcanjos, Alma espiritual e Buda (N56). Mais uma vez só lhe resta confiar em É.G. sem poder, por si, comprovar.
Talvez por isso o trabalho de iniciação seja fundamentalmente um trabalho para (re)conquistar a Fé, perdida no tempo em que a Humanidade, sob o império da Era dos Peixes, esteve no mundo denso da matéria condensada. Mesmo a propriedade da matéria viva, tão enfatizada por E.G., que consiste em «mudar as frequências de vibração» (EPH, página 178) da matéria inerte, será suficiente para provar a existência de um mundo vibratório autónomo e que continua a existir para lá da morte física? (Porque a questão continua a ser, como é óbvio, a da Morte: sempre).
Um patamar de ambiguidade poderá surgir aqui com uma pergunta: se os Colóides da macromolécula têm a capacidade de aumentar a sua energia vibratória (o que não é dado, por exemplo, aos metais...que, no entanto, também vibram), porque não hão-de as Plantas e Animais poder aumentá-la também? Porque É.G. diz que esta «faculdade de aumentar a frequência vibratória» é da matéria viva e não apenas do ser humano. Logo, é também do Animal e da Planta. Nesse caso, surge outra big questão: de que forma o Animal e a Planta podem aumentar a frequência e aspirar, portanto, a cumprir o potencial que lhes falta para ser Buda?
Será que a Planta, por exemplo, evolui, deixando-se comer pelo Animal? E o Animal deixando-se comer pelo homem? Será a «Alquimia alimentar» que realiza aqui a «transmutação da matéria», o que É.G. chama (EPH, página 179) a «capacidade de alquimizar a matéria inerte»? Mas o Aprendiz de formação materialista não se dará por vencido e dirá ainda: «Sim senhor, a matéria viva tem a capacidade de «alquimizar a matéria inerte». É o que se passa com a «alquimia alimentar». Mas isso, essa capacidade contém-se na própria matéria viva, sem necessidade de apelar para «energias cósmicas ou de mais alta frequência». Tudo começa e acaba com a célula. Mesmo Jung, ao inventar o «inconsciente colectivo», não estava dizendo que tudo se passa num único mundo - o psíquico - sem necessidade de postular mais nenhum? Psiquicamente, a matéria terminaria no «inconsciente colectivo» - panpsiquismo - e é já dar-lhe uma latitude bastante grande... «Mais do que isso, nada...»: será o parecer de um psicologista nato inveterado. Restam talvez e apenas para convencer o Céptico a «memória da água» e os «suportes biológicos do electromagnetismo», citados por É.G. [na página (EPH)] mas desgraçadamente não desenvolvidos.
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DIÁRIO DE UM APRENDIZ - INTUIÇÕES AC DE RADIESTESIA ALQUÍMICA
Os conceitos entre as várias ciências humanas transformam-se em metáforas e carregam-se, tal como os símbolos e os mitos, de informação. São exemplos de metáforas, conceitos como: inflação, alergia, mitos, religião, saúde, cobaia. -> Ver «conceitos alargados» [ 1989]
Admitir que existe o insólito, inexplicável ou incrível é admitir um de dois fracassos: ou a Ordem do Universo não existe e, nesse caso, como se explica que tudo exista? Ou a ciência que se propõe tudo explicar, não consegue - por qualquer defeito de raiz, incapacidade, vício ou miopia - tudo explicar. Dado que o Universo, após milhões de anos, continua a girar e em ordem, só fica a segunda hipótese: a ciência não chega para explicar e então rotula de inexplicável aquilo que não consegue explicar. [sem data ]
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10975 caracteres <daa-3><adn> diário de um aprendiz
O MAIOR SUSTO DA MINHA VIDA
1/Abril/1993
+ 7 PONTOS
A posição correcta, face ao Cosmos, não é pedir sempre mais do que já estamos recebendo, queixando-nos de ter tão pouco, mas reconhecermos que podíamos ter ainda menos. Ou seja: é bom não fazermos nada, no Trabalho com o Pêndulo, que não venha retirar-nos a protecção que ele nos dá. Protecção que raramente reconhecemos, por ser tão subtil e profunda, mas em relação à qual é nossa obrigação moral estarmos gratos. Por pior que seja o nosso destino, é o nosso e não devemos querer modificá-lo sem pedir nada em troca. Em vez de nos carpirmos pelos cantos, dizendo «não tenho sorte nenhuma», «que infeliz que eu sou», é melhor que digamos, agradecidos: «Saiu-me a grande taluda quando encontrei a Radiestesia». Porque, tarde ou cedo, iremos ver que ela foi a grande taluda e a maior riqueza que nos poderia ter acontecido. Que nos poderá ajudar a ter êxito material na vida mas que não podemos trocar, num pacto com o Diabo, por qualquer riqueza material.
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A quem começou este jogo, tenho de explicar que o poder do pêndulo deverá ser posto ao serviço dos seres humanos e nunca ao serviço do egoísmo particular de uma só pessoa, por mais legítimas que aparentemente sejam as suas aspirações e ambições. Terei de explicar que o mundo das compensações materiais só faz sentido se, ao mesmo tempo, não perdermos o Espírito e não metermos a Alma no Inferno. A ordem deverá ser outra: fazer com que a nossa vida na terra melhore materialmente, é justo, é lícito, mas essa melhoria não deverá jamais desligar-se da «vida eterna». Não posso, com a vida que levo neste mundo, atrasar a minha, a nossa evolução no outro. A isso chamaria «pecado mortal». É justo, com o método do Pêndulo, ajudar ao nosso aperfeiçoamento interior e dos outros. Se com isso ganharmos dinheiro, então sim: mas nunca o inverso, deixarmo-nos aprisionar espiritualmente por uma quantidade de dinheiro que vá alterar brutalmente o nosso destino e, portanto, a nossa evolução na outra vida. Muito dinheiro aprisiona, pouquíssimo dinheiro aprisiona também. Talvez os que estejam no meio termo, nem muito-muito nem muito pouco, devam congratular-se com isso.♥♥♥