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18-12-1998

A INTELIGÊNCIA DA VIDA

EM DEEPAK CHOPRA

«Cheguei a 3 conclusões: a primeira é que a inteligência está presente em todos os pontos do nosso organismo; a segunda é que a nossa inteligência interior é muito superior a qualquer uma com que se procure substituí-la a partir do exterior; e a terceira é que essa inteligência é mais importante do que a própria matéria do corpo, visto que, sem ela, essa matéria ficaria desorientada, amorfa e caótica.

A inteligência estabelece a diferença entre uma casa desenhada por um arquitecto e um amontoado de tijolos.»

Deepak Chopra, in «Cura Quântica» - Ed. Difusão Cultural - Lisboa - 1991

PALAVRAS-CHAVE PARA A NET

BASE DA PIRÂMIDE HIERÁRQUICA

18/12/1998 - Aquilo a que poderíamos chamar, com alguma propriedade, a «inteligência da célula viva» é um postulado indispensável para compreender os mecanismos da vida e condição sine qua non para estabelecer um quadro de prioridades nas terapias que podem ou não podem servir a vida e a saúde.

Aceite este postulado -a célula tem uma inteligência intrínseca que a aproxima inevitavelmente de uma estrutura «cibernética» - podemos perguntar onde é que reside essa inteligência.

Várias hipóteses plausíveis se colocam: a mais plausível é a «actividade eléctrica da célula».

Mas, quanto a sistemas orgânicos dos mamíferos superiores, dois desses sistemas são particularmente «suspeitos» de estarem envolvidos e de presidirem mesmo a toda a intercomunicação celular :

Qual dos sistemas comanda o outro sistema continuará, por muito tempo, a ser um enigma.

Nesta malha de inter-relações recíprocas, a dificuldade é exactamente a de isolar :

porque todos participam e todos são responsáveis por todo o funcionamento celular.

Tudo indica, no entanto, que o ADN terá um papel informacional (transmissão de informação) a desempenhar: quem sabe mesmo se não é o ADN a «inteligência da vida»?

Analisar esta intrincada rede de relações recíprocas é que se torna humanamente impossível.

A análise científica refugia-se, obviamente, no estudo da parte ínfima para escapar à dificuldade de compreender o Todo.

Usando o truque habitual de chamar «metafísico» às questões importantes que não atinge, usa e abusa da habilidade analítica e microscópica.

Na prática, essa habilidade analítica deu a medicina alopática que temos, a qual não se poderá considerar propriamente modelar.

Essa habilidade analítica, porém. não pode continuar a ser usada e abusada numa ciência - a Naturologia - que é holística por natureza. E que surge, exactamente, como reacção epistemológica aos tais usos e abusos da análise - aquilo a que poderemos chamar o «modelo microscópico» da ciência, a que Joel de Rosnay contrapôs o modelo macroscópico.

No entanto, ver e ouvir o que a Biologia Celular tem até agora - dia 17 de Dezembro de 1988 - descoberto e inventariado no microcosmos da célula, se é uma tortura para alunos e professores da especialidade, e se nunca levará à compreensão da vida e do mistério da vida, é um espectáculo fascinante para quem está de fora a assistir à cena, como é o meu caso.

Se a estrutura da célula é esse mundo dentro de outros mundos que o microscópio electrónico tem desvendado, a pergunta a fazer é urgente e pertinente:

Se a intervenção médico-química nessa inteligência é uma autêntica bomba atómica, a intervenção, embora mais suave, das terapias ditas naturais, não deixa de ser igualmente agressiva e altamente problemática.

À luz da inteligência celular - ou o que se lhe queira chamar - não é só a medicina química ordinária que deverá ser posta em causa.

Também terão de ser revistas - e submetidas ao microscópio crítico - todas as terapias ditas «suaves», para eleger , entre todas, as que se destinam a reorientar o sentido de orientação da célula – a sua inteligência - sem intervenções mais ou menos drásticas que afectam esse sentido de orientação.

IMUNOLOGIA

O tema da inteligência celular liga-se, obviamente, ao da imunologia que é, por sua vez, a ciência-pivot de toda a Naturologia.

Se há cadeiras que deveriam ser autonomizadas num curso de Naturologia, a Imunologia, na perspectiva naturológica, é com certeza a principal delas.

Outro interface ocorrente em imunologia é o do binómio psíquico/somático, binómio que, como é óbvio, se encontra ausente de todas as especialidades.

Outro interface ligado com a inteligência celular , é aquilo que a ciência vulgar já vem estudando nos capítulos da homeostase e da autoregulação celular, em relação à qual toda a atenção que se der é sempre pouca.

HIERARQUIA DA VIDA

O CONTRIBUTO DE ETIENNE GUILLÉ

A noção de hierarquia, que implica a de conjunto e a de sistema /ou ecossistema, é outra noção-chave neste interface de interfaces que a hipótese da «inteligência da vida» suscita.

Um interface e alargamento definitivo disto a que temos chamado «inteligência da vida» é, com certeza, o mecanismo vibratório do Cancro explicado na obra do biólogo e filósofo francês Etienne Guillé.

Com interfaces em outros tantos temas de fronteira:

Na certeza de que sem nova investigação , à luz do novo paradigma biocósmico, não haverá naturologia que valha a pena.

A Naturologia necessita de bons terapeutas. Mas precisa também de (novos) investigadores que façam avançar, macroscopicamente, no sentido correcto, o conhecimento das novas tendências.

À luz do novo paradigma cósmico, as ciências da vida são e serão as ciências do maravilhoso e do sagrado. E ponto final, parágrafo.

O CONTRIBUTO DE DEEPAK CHOPRA

A expressão «inteligência da célula» vem de Rudolf Virchow (1821-1902) mas, modernamente, foi retomada por Deepak Chopra, especialista em endocrinologia, formado em medicina pela universidade de Nova Deli.

Nasceu em 1947, exercendo a profissão de endocrinologista nos EUA, desde 1971, tendo chefiado a equipa do New England Memorial Hospital.

Próximo da medicina tradicional hindu - ayurveda - Deepak Chopra fundou, em 1985, a Associação Americana de Medicina Védica, foi director do Maharishi Ayureda Health Center em Lancaster (Massachussetts) e professor assistente na Escola de Medicina da Universidade de Boston.

Existem livros seus publicados em português, sendo o livro «Cura Quântica» aquele em que desenvolve a sua tese sobre a «inteligência do corpo» , a que por vezes chama a «mente do corpo».

É um meritório esforço de convergência holística o trabalho de Deepak Chopra que abre, inclusive, uma porta para o diálogo com o movimento chamado de Meditação Transcendental, um dos muitos que hoje proliferam à conta da New Age mas que Chopra ajuda a distinguir no meio da confusão que reina actualmente em matéria de escolas, gurus e correntes que se reclamam da terapia energética.

Dando uma certa credibilidade «científica» à medicina védica, Chopra ajuda à conciliação e síntese dos contrários. Por muito que alguns pensem que a medicina ayurvédica não é propriamente , e por razões filosóficas e técnicas, a vanguarda das medicinas energéticas modernas.

Ou seja, as medicinas que procuram não interferir na «inteligência da célula» mas apenas desimpedir de obstáculos e obstruções e bloqueios o caminho por onde transita a informação intercelular.

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