WILHELM REICH:
UM
ANTECEDENTE DA HIPÓTESE VIBRATÓRIA
4 TEXTOS AC EM 1971, 1983, 1984 e 1997
1-5 <reich-md-1-5>sexta-feira, 7 de Novembro de 2003
1-2 - <reich-1-ls> <noologia> da psicologia à naturologia - Leituras de Noologia
TEORIA DO ORGONE
A ENERGIA VIBRATÓRIA
SEGUNDO WILHELM REICH
- É vasto mas confuso o contributo de Wilhelm Reich para a Noologia aplicada e terapêutica.Pioneiro isolado num mundo que já no seu tempo só tinha olhos para o visível, Wilhelm Reich viu-se em sérios apuros para se fazer entender com a teoria do orgone e pagou bem cara a ousadia de querer avançar no conhecimento das energias que a ciência ordinária não conhecia, não conhece nem conhecerá nunca, enquanto os instrumentos de análise e de medida das energias forem os que têm sido até agora.
Como não podia deixar de ser, foi também nesse domínio - o dos instrumentos de medida - que o fracasso de Wilhelm Reich foi maior. O seu «acumulador de Orgone» contava apenas com as energias físicas - com o corpo magnético, um dos sete corpos - por mais que ele, psicanalista, as assimilasse ao psíquico e por influência das místicas orientais, à «vida interior».
Mas as máquinas de medir energias ainda hoje fazem carreira e ainda há quem «acredite» numa «ciência» chamada Radiónica.
Só o salto de Etienne Guillé viria colocar no lugar certo a questão dos aparelhos em matéria de Noologia. Dando ao «ser humano» o centro do processo da Radiestesia, como faz o método de Etienne Guillé, já nem é o pêndulo o instrumento noológico por excelência, mas o ser humano.
Usando as duas mãos, pela primeira vez, na história da radiestesia - uma para o pêndulo e a outra para a estrutura testada - Etienne Guillé mostrou que o aparelho privilegiado - que o único aparelho - para analisar, detectar, medir energias cósmicas/subtis só podia ser o ser humano, mediador entre céu e terra, entre macro e microcosmos.
Com o pêndulo de radiestesia holística, o microcosmos completa o trabalho do macrocosmos.
À parte o previsível fracasso das suas máquinas - que funcionam apenas para o corpo magnético - Wilhelm Reich deixou intuições-chave para o avanço da Noologia no nosso tempo e para o conhecimento das componentes do continuum energético.
Usando 2 palavras-chave - oscilação e vibração - ambas figuradas pelo pêndulo de radiestesia, Wilhelm Reich distinguiu, por exemplo, entre:
a) Energia vibratória
b) Energia pulsativa.
Vinda da medicina tradicional chinesa, a energia pulsativa tem um papel fundamental no diagnóstico acupunctural mas dificilmente se pode encaixar nos esquemas das modernas terapias ocidentais - às quais falta a noção fulcral do princípio único, da dialéctica yin-yang e da energia Ki.
Depois de Wilhelm Reich, podemos compreender melhor que os 24 pulsos chineses revelam-se na zona dos pulsos mas correspondem a um ritmo cosmo-biológico, sendo uma forma de a energia vibratória se exprimir no suporte vibratório como diria Etienne Guillé, que identifica suporte vibratório com o ADN molecular da célula.
Uma outra intuição-chave na psicanálise de Wilhelm Reich, ainda hoje aproveitável em Noologia, é a da «couraça» caracterológica, em que ele tanto insistiu.
Lendo este «encouraçamento» à luz da alquimia da célula, ensinada por Etienne Guillé, compreende-se que:
a) por um lado, é a fase coagula da alquimia;
b) por outro lado, é a hipermaterialidade a que a era dos Peixes conduziu o ser humano;
c) e, por outro lado, é o extremo yang em que fala o princípio único dos taoístas.
Outro handicap no estudo realizado por Wilhelm Reich é a ligação às concepções freudianas da líbido. Chegou a dizer-se, por isso, que Hipócrates teria sido o precursor de Reich ao criar o termo de «histeria», ao fazer a relação entre as manifestações externas e a energia do útero.
Wilhelm Reich foi ainda buscar aos chineses o conhecimento das várias fontes energéticas:
a) Alimentação
b) Respiratória
c) Ancestral .
A orientação freudiana levou-o a hipertrofiar a importância da energia sexual a que Freud chamou líbido. Esta obsessão pela sexualidade, que a psicanálise tão bem soube explorar, é bastante encorajada, no nosso tempo, pelas doutrinas do tipo tântrico, em que se sabiamente se mascara a mesma obsessão com propósitos de sublimação mística.
Sublimação é mesmo a palavra crucial: não sabemos se foi a psicanálise que a foi buscar ao tantrismo, se foi o tantrismo que veio transmiti-la à psicanálise.
Em qualquer caso, líbido - sublimada ou por sublimar - é sempre um sinal do tempo, um sintoma da era materialista em que estivemos.
Mas talvez a pista de investigação mais estimulante de Wilhelm Reich seja a destrinça, por ele feita, entre:
a) Energia pós-matéria (Atómica / radioactiva)
b) Energia pré-matéria (Orgone/ Bions, na terminologia de W.R.)
Imaginando, como ele fez, uma oposição entre elas, talvez encontremos uma bifurcação de energias anterior, no tempo e no espaço, ao yin-yang, o que seria sem dúvida, uma descoberta de incríveis consequências.
As tentativas de demonstrar experimentalmente em laboratório essa oposição falharam, como era previsível, mais uma vez pela inadequação do aparelho utilizado para analisar energias de natureza diferente da natureza do aparelho.
Quer o prana dos hindus, quer o ki dos chineses, têm, evidentemente, afinidades com o Orgone e os Bions de Wilhelm Reich.
A ousadia de colocar esse ki, esse prana ou esse orgone, cronologicamente antes da matéria é que não se previa.
Esta hipótese, no entanto, pode pura e simplesmente vir a corroborar o estudo dos 2 cosmos realizado por Etiene Guillé.
Todo o trabalho terapêutico - e toda a cura iniciática - de facto, deverá ser uma luta entre o Cosmos I e o Cosmos II, entre o Espírito (antes da matéria, no tempo e no espaço) e a matéria .
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1-1 - <reich-2-ls> 2555 caracteres - solta do jornal - secção «margem esquerda» solta do «largo» - secção «releituras» - secção «heresias e heresiarcas» - notas de leitura
SÃO PAULO OU WILHELM REICH?
ENERGIA OU ENTROPIA?
1/Novembro/1984
- «Leit motiv» do pensamento incómodo e inconformista é este: «Saber se estamos aqui para gozar à borla até cair de borco, ou se estamos aqui porque temos efectivamente dívidas antigas a pagar, até ao último tostão, tudo quanto os sentidos usam e abusam como se gastassem mercadoria alheia. Como se a vida fosse da Joana.»Só que não é, a julgar pela importância que o sofrimento assume na tragicomédia da existência humana. Estamos num beco sem saída: ou expiamos pelo sofrimento tudo o que gozamos, ou o prazer recarregará de culpas a nossa contabilidade até aos limites inacreditáveis atingidos hoje pelo sofrimento humano, de que o noticiário quotidiano é bem elucidativo espelho.
«O corpo não é teu mas tens que dar conta dele» - diz São Paulo,(*) mas a verdade é que o cristianismo rejeitou a lógica cármica que daria sentido a este aviso, sem nunca mais encontrar o Norte. O Norte que, por sinal, fica a Oriente. Sabe-se lá porque o fez.
Só se a contabilidade entre o céu e a terra existir, faz sentido querer ou não querer tê-la em dia.
Pergunta: os hedonismos pagam-se, portanto, caros e sem juros?
Nos relatos sobre os frades contemporâneos de S. Francisco de Assis e que o seguiam, surgem frequentemente referências ao «combate» destes pobres monges contra as «tentações». É uma contabilidade que frontalmente choca com os hedonismos de todos os tempos, defensores do máximo de entropia a que chamam prazer.
Ora o hedonismo de hoje conduz à destruição pura e simples do Planeta, pelo que, em termos de economia energética global, não é nada rentável. Por isso, o problema se coloca também em termos de contabilidade cósmica: serão as cedências ao prazer gratuito (pelo qual nada se paga ou nada se julga pagar) as tais tentações contra as quais os pobres frades franciscanos se precaviam e contra as quais combatiam, com unhas e dentes?
Ninguém da chamada Esquerda quer ser sexualmente conservador e casto: a castidade tornou-se um conceito «beato», abominado por liberais, libertários & libertinos. Para uma época de libertinagem sexual (entropia), quando a revolução se identifica com a revolução sexual (Wilhelm Reich, o mais torturado dos pensadores modernos), retomar a prédica de S. Paulo aos Coríntios tem riscos de heresia. Heresia que, para um pensador incómodo, é tema de interesse e suficientemente fascinante para aprofundar a investigação.
Subvertendo S. Paulo, a extrema esquerda proclama «fornicai-vos uns aos outros», enquanto acciona o negócio moderno da pílula anticoncepcional, talvez a indústria multinacional mais lucrativa e a mais reprodutiva de novas indústrias endemiantes ( patológicas).
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(*) «O Pensamento Vivo de São Paulo», Jacques Maritain, São Paulo, pgs 78 e 79
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1-1 - <reich-3-ls> sc
IMAGINAÇÃO E PODERES (*)
[In «Notícias do Futuro», jornal «Notícias da Beira», Moçambique, 20-4-
1971] - Em princípio e em abstracto, não há ninguém que não estime a imaginação criadora. Todos os que respeitam a cultura (e outros valores da dignidade ocidental, etc, etc) dizem respeitar também a imaginação. Aos poetas, prestam-se lindas homenagens póstumas. Aos grandes filósofos (depois de bem mortos e enterrados) também. E aos criadores da ciência, idem-idem, aspas-aspas.Mas o que se verifica na prática e quando a ocasião surge (quer dizer, quando o bicho ainda não tem morrido e com ele a peçonha) é uma feroz perseguição aos inventores, especialmente se actuam no campo mais dominado pelo imobilismo fossilizado dos instalados: A investigação ou imaginação científica. Todos conhecem inúmeros exemplos, mas, por agora, basta citar o sempre clássico Galileu e o ainda recente (quente no túmulo) Wilhelm Reich.
Porque a verdade é esta: da ciência conquistada vive todo um populoso grupo de pessoas que até se chamam, a si próprias e quando calha, cientistas (upa upa), homens de ciência, sábios (que Lao Tse nos absolva!) mas que se limitam a parasitar o que foi autêntica criação dos autênticos criadores, sempre e é claro devidamente perseguidos na sua época pelos que detinham então o poder académico.
São esses, os académicos, os que por definição exercem mais obstinada resistência à imaginação sempre que esta surge sob a forma da novas teorias, que é a forma particular assumida pela imaginação criadora quando no campo da investigação científica.
E então é ver como os grupos de força constituídos, perseguem, liquidam, defraudam, difamam, encarceram o autor da «teoria», até que de, vez o e a consigam eliminar, ou até que de vez a doutrina (ou teoria) vença, consiga vencer, alargando-se então a todo o espaço cultural com a velocidade do fogo na palha.
Então, sim, todos o saúdam (se acaso o «rebelde» ou «out-sider» ainda não tiver morrido), todas as academias lhe prestam homenagem, todos os filisteus proferem discursos lindíssimos de divulgação e panegírico em sua honra. Enfim, quem teve as dores foi ele e não eles.
Assim tem sido, assim é e assim continuará a ser. Os «malefícios da imaginação» igualam quase os do tabaco e revelam-se em todo o seu tamanho e virulência num meio que, acima de tudo (mas acima de tudo), abomina a imaginação e seus subversivos portadores.
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(*) Este texto de Afonso Cautela, breve nota de leitura, foi publicado em «Notícias do Futuro», jornal «Notícias da Beira», Moçambique, 20-4-1971
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1-2 - <reich-4-ls> sc
PROCLAMAR A REVOLUÇÃO
OU FAZÊ-LA JÁ?
[In jornal «A Batalha» , Lisboa, Julho de 1983 ] - O fenómeno foi diagnosticado por Wilhelm Reich (que, no entanto, não descobriu nem propôs terapêutica adequada para a Doença) e qualquer mau observador pode verificar que o diagnóstico continua vigente em toda a circunstância ou conjuntura onde se juntam vários indivíduos para, democraticamente, deliberar, discutir, falar, debater, esclarecer, quer dizer, para entre si se devorar...
Chama-se democracia a esse canibalismo bioenergético, democracia que faz bastante jeito ao sistema quando a ditadura se desprestigia demasiado.
O curioso em assembleias democráticas de militantes (ecológicos) é que se contesta o sistema, a sociedade, o modelo de desenvolvimento, a medicina, a agroquímica, a energia hiperpoluente e concentracionária, a educação alienante, enfim, o macrossistema tal como ele nos aliena, manipula e mata, mas nem uma só célula se altera dos milhões que cada um tem no corpo...
O militante (da Política em geral e da Ecopolítica em particular) está sempre pronto a mudar do avesso, e a salvar a humanidade das garras da sociedade de consumo, mas quando se propõe uma pequena e pessoal alteração aos seus hábitos (alimentares, por exemplo) alto aí que a coisa já muda de figura.
Quando chega a Macrobiótica e aconselha o militante a repensar os seus hábitos (alimentares, para começar e para abrir caminho a outros), os mais quotidianos e desimportantes, a resistência (biológica, instintiva, estrutural?) que oferece é de tal modo que se torna, em 90 % dos casos, intransponível.
Ele nem ouve, sequer (o que é, afinal, um estádio da Doença). Ele nem compreende. Ele nem aceita. E, muito menos, ele se dispõe a praticar.
E se o militante é especialista de qualquer ciência ou técnica (médico ou engenheiro, por exemplo) diminui fortemente a probabilidade de agir e praticar uma reconversão de hábitos e de consumos (alimentares, para começar e até ver).
A Macrobiótica, como início de desintoxicação mental, ideológica e cultural, apresenta-se neste contexto como um teste, bastante primitivo e primário, aliás, proposta ao militante ou contestatário que, no fundo, permanece e quer permanecer sem alterar um só dos seus hábitos, uma só dos seus milhões de células, e no entanto pretende mudar o Mundo, subverter o Sistema.
Wilhelm Reich viu como os partidos de Esquerda padecem das moléstias estruturais que afectam a Direita. Por contágio e porque, enquanto a "carapaça caracterial" se mantiver a mesma, a tendência para a "peste emocional" é irreversível. Mas Reich também não apontou terapêutica capaz de ultrapassar o impasse (para ele e para a ciência ordinária) intransponível entre teoria e prática. Reich não foi capaz de sugerir a política-terapêutica que permitisse sair do impasse.
Só anos mais tarde, surgiria no Ocidente a Macrobiótica de Jorge Oshawa.
Foi o primeiro desafio, a primeira proposta, a primeira oportunidade de dar o "salto dialéctico" entre a teoria e a prática.
Não se tratava já, com o budismo Tao e Zen, de resolver tudo no circuito ouvido a ouvido, cabeça a cabeça, palavra a palavra, livro a livro, teoria a teoria, discussão a discussão.
A grande prova era a prática de uma autotransformação. Antes de pregar, praticar. E pregar praticando. Depois de contestar, começar pelo próprio corpo a fazer a Revolução. Em vez de continuar programando terapêuticas gerais ( que são os programas políticos, aliás, senão terapêuticas?) começar a cura de cada qual, com a vontade, as células e os meios de cada um.
No Fórum de Junho, a Cooperativa Pirâmide apresentou-se como o "escândalo" que necessariamente constitui este tipo de "salto dialéctico" entre dois mundos, dois universos, duas Idades. Mostra ela, entre outras coisas, que a Ecologia não se resolverá em termos ecológicos mas que terá de atravessar outras perigosas zonas magnéticas de contacto e transmutação.
Cada militante do Princípio Único e do budismo em geral, está tentando começar a Revolução por si próprio, alterar os próprios hábitos e milhões de células ao mesmo tempo (nem antes nem depois) que procura alterar, transformar, mudar de sociedade. Daí os sorrisos circunstantes. Daí o escândalo (ainda). Daí o olhar e não ver.
Mas lá que são a vanguarda da Revolução, não há dúvida. Dispensando totalmente a técnica e a ciência ordinária, por muito que os catedráticos e universitários digam que, sem eles, o militante da Ecologia não passa de folclore e será fatalmente esmagado pelo tanque, na luta ....
O ponto de inversão desta vassalagem dá-se precisamente na ciência médica, na técnica e na indústria que lhe são inerentes. Demonstrando o militante do budismo, na prática, que dispensa (totalmente?) a Medicina vigente, esse facto encoraja a ideia de que em outros campos de ciência e da técnica ordinária (mesmo na energia) venha a ser possível ao tecnoprogressista da Idade Solar prescindir da rendida vassalagem em que ainda se encontra do sistema que conduziu à ruína os ecossistemas.
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(*) Este texto de Afonso Cautela, 5 estrelas pelo atrevimento, foi publicado no jornal «A Batalha» , Lisboa, Julho de 1983
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1-1 - <reich-5-ls> sc
WILHELM REICH
EM ESPANHOL(*)
''Reich Habla de Freud" , da Editorial Anagrama, Barcelona, é o primeiro livro do famoso médico austríaco que se publica em Espanha.
Trata-se de uma longa conversa com o professor Eissler, dos arquivos Sigmund Freud, celebrada em Outubro de 1952.
O principal objectivo dessa conversa consistia em esboçar a personalidade de Freud e a ela se juntam cartas, escritos e resumos de obras de Wilhelm Reich.
A muitos títulos fascinante, começa a ficar mais perto do leitor português a obra deste "Galileu" do nosso tempo, uma das figuras mais perseguidas da cultura ocidental, um dos que mais sofreram, através de toca uma atormentada e tormentosa existência, a hostilidade do meio ambiente e sua intrínseca mediocridade.
Reich prova de como a imaginação continua a ser "crime de morte" para um sistema que acima de tudo odeia a inovação e a originalidade, o poder criador das ideias, o impacto fertilizante da inventiva criadora.
Recuperemos Reich, como todo o mundo está a fazer. Depois de ser um "maldito", começa enfim a desempenhar a sua missão de profeta. A história repetir-se-á sempre.
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(*) Tenho muita pena mas não consigo identificar a data em que escrevi este texto, provavelmente numa das minhas idas a Espanha trouxe o livro e vim a lê-lo no comboio...■